31 dezembro 2007

2007

Passou num instante, este que foi bem mais calmo que 2006.
Recheado de novidades e alterações de rumo, mais que habitualmente, foi uma intranquilidade benigna, uma excitação tranquila. Termina bem.

2008

Vamos a isso!

29 dezembro 2007

e...

... mesmo, mesmo com o ano a acabar, chegam algumas mensagens de esperança para o novo ano. Talvez um dia eu possa explicar tudo - se um dia eu conseguir perceber também tudo.
Para a semana.

27 dezembro 2007

cartão de natal

Passo uma parte importante do ano sem passar cartão a quem merece.
Comecei este ano o exercício de obrigar-me a recordar as pessoas realmente importantes na minha vida, pegando no telefone e enviando uma mensagem de viva voz. Passei umas três horas da tarde de 24 a fazer telefonemas, percorrendo a lista telefónica e fazendo talvez uma centena de chamadas. A conta deve ser engraçada...
A conta?
Claro que ficaram de fora todos aqueles que se anteciparam e me ligaram antes, outros a quem perdi o rasto, aqueles a quem não posso ligar, alguns que não me querem atender.
Aqueles que já não podem atender.
A conta? É a que devia ter sido diluída ao longo do ano.

23 dezembro 2007

what if i do?

what if i don't?

22 dezembro 2007

animar a malta

Nem tudo o que faço resulta mal.

20 dezembro 2007

palavras simples - epílogo

Afinal, o "desculpa por te ter deixado ficar mal outra vez" acabou por surgir - ainda que a ferros. Foi, também desta vez, acompanhado de uma outra palavra, igualmente simples, mas daquelas que prefiro não ouvir e que, já sabemos, faz parte do léxico das 3 maiores mentiras da história.

"Prometo que amanhã...".
Need I say more?

19 dezembro 2007

palavras simples

Das vezes que despendi mais do que energia para satisfazer necessidades, caprichos, vontades e outras, fi-lo com desinteressado prazer - se é que tal existe: não esperei nada em troca.
Com as minhas despesas, beneficiei particularmente duas pessoas - duas ex-pessoas, para ser mais preciso, que se revelaram pouco merecedoras da tal mais do que energia despendida.
Pelo tempo decorrido e pela longa experiência recolhida, já não deveria constituir novidade a ausência de gestos, os tais que marcam a diferença entre o vazio e a glória resultantes do esforço.
Ainda assim, e ainda que a surpresa tenha há muito deixado de fazer parte dos sentimentos resultantes destas experiências, não consigo deixar de ficar incrédulo perante a forma ligeira como não se usam expressões como "desculpa por te ter deixado ficar mal outra vez", ou "obrigado por me teres resolvido este problema, apesar de há muito não ser problema teu"; pelo contrário, a mensagem transmitida é a de que quem está em falta sou eu.
É por isso que sei agora que não era totalmente desinteressado o prazer do tal esforço: eu queria, de facto, algo em troca.

out of africa

As notícias, quando são boas, vêm de qualquer lado.

12 dezembro 2007

pequeno

Eu em Schipol a postar uma breve mensagem, quando recebo um sms a dizer algo do género "tu aí e eu em Lisboa à espera da minha ligação para o Porto".
De facto, as distâncias já não são o que eram...

06 dezembro 2007

americanos

Existe um sentimento negativo generalizado para com os americanos, que, aparentemente, se estende para fora da sociedade portuguesa, ultrapassando inclusivamente fronteiras europeias, verificando-se uma situação de um quase "todos contra eles".
Devo confessar que também eu, dentro de determinados limites, comungo desse sentimento, acho-os um povo que é, mais do que estúpido, estupidificado. E não me falem do presidente deles...

Mas devemos reflectir: de que americanos não gostamos nós? Dos 45 milhões de hispânicos? Dos 36 milhões de pretos ? Dos 12 milhões de asiáticos? Dos 30 milhões de californianos? Dos 9 milhões de nova-iorquinos? De quais deles não gostamos: de todos eles?
Eu tive a oportunidade de visitar, ainda que de forma breve, 8 dos estados que constituem aquele país - se bem que de modo distinto, nas primeiras vezes tive apenas um olhar de turista, da última vez em trabalho e a avaliar o modo de trabalhar daquela gente, tentando retirar ensinamentos das observações feitas.
Desta última vez, a minha opinião alterou-se.

Este povo heterogéneo é constituído, na maioria, por descendentes de imigrantes que procuraram uma vida melhor, que tentaram o sucesso - material, que seja, que quase sempre se confunde com o conceito de felicidade.
Daquilo que eu pude observar agora, nesta última ocasião, existe a oportunidade de sucesso, basta trabalhar para o obter: e aqueles tipos trabalham que nem uns loucos, sendo certamente por isso que são o país mais bem sucedido do mundo que conhecemos. Para exemplo, a produtividade que medi nos operários deles é pelo menos 5 vezes superior à medida nos operários lusitanos que desempenham funções similares - dado imensamente relevante para o sucesso, quer do negócio que depende desses mesmos operários, quer dos próprios operários, que vêem o rendimento e, eventualmente, o posto de trabalho comprometidos, num cenário de baixa produtividade.
Tudo isto não os isenta de serem um povo de comedores de hamburgueres e afins, de constituirem o povo mais obeso do mundo, nem de serem do mais ignorante sobre tudo o que se passa fora do país deles (do bairro deles, para ser mais exacto, mas não quero parecer exagerado). Mas adquiri um respeito particular pelo modo duro como vivem o dia-a-dia, pelo brio que demonstram na excelência do "fazer bem" e pela noção de serviço que têm, tentando sempre ir mais perto das necessidades daqueles a quem servem (cliente, entenda-se). Uma certeza fica deste lado: aqueles tipos não têm uma vida fácil, tornam-na mais fácil trabalhando muito. MUITO, mesmo.
Mas uma coisa não posso deixar passar em claro: ouvir opiniões cáusticas sobre este país que culminam com o aproveitamento das regalias e das possibilidades que este mesmo país, até então odiado e criticado, vai proporcionando. Não faço ideia se existe algum factor genético, talvez o facto de existir um pai marinheiro (eventualmente igualmente maldizente) sedeado temporariamente numa qualquer base naval americana esteja na origem desta predisposição; mas faz definitivamente parte daquelas coisas que me incomodam.
Eu, por exemplo, nunca iria a um concerto de uma determinada banda. Nem coberto de ouro.
Nem que seja por uma questão de coerência.

05 dezembro 2007

do outro lado



A famosa.
Fica a ideia de a ter "pisado" sem nunca ter chegado a usufruir da sensação.



Se é verdade que alguns dos hábitos daquele pessoal são menos recomendáveis, outros existem que me agradam de sobremaneira. O que aqui se tenta retratar é o modo prático como se vai ao multibanco - ou ao banco, para o efeito: sem sair do carro.

Por parte de quem, como eu, entra no carro para atravessar a rua, a introdução desta medida no nosso país seria merecedora de fortes aplausos.
Absolutamente brilhante.



Cheguei a falar em coisas grandes? Mesmo grandes?
Do lado de cá, um Cherokee é um carro grande. Por lá, nem por isso.
É cliquar e perceber porquê.
Muitos deles andam mesmo em coisas daquelas.




Não, não se trata de rampa de lançamento, é só mesmo uma ponte.






Porta do aeroporto de Charleston, Carolina do Sul.
Não cheguei a entender se é autorizado o porte daquelas que não se conseguem esconder, ou se a proibição é geral.

Ainda na porta e por baixo deste existe um outro sinal a proibir fumar dentro do aeroporto.

No exterior, apenas o fumo é proibido, pelo que se deduz que... fumar mata mais que uma arma?

02 dezembro 2007

mais cores de Outono



cores de Outono

Conforme prometido e só para fazer inveja.

time to face the truth - part II

Could this be read as a subliminal message?



01 dezembro 2007

quase...

... em casa... mais 3 horas de espera e duas e meia de voo...

29 novembro 2007

outras gajas

Semana em cheio.
Comecei por uma Virginia, visitei inesperadamente a terra da Mary, voltei para perto da Virginia para logo de seguida ir ter com a Carolina. Mesmo sendo uma companhia quase perfeita, deixei-a, trocando-a por uma outra Carolina - sem antes ter visitado, ainda que muito brevemente, uma tal de Charlotte. Ainda de salientar que terei que passar novamente pela tal de Virginia antes de regressar a casa.
Vou estar estoirado para o fim de semana...

28 novembro 2007

ja agora...

...tenho usado teclados deficientes: prometo que o rigor ortografico regressa em Dezembro.

espreitar de novo

Em determinados momentos, penso seriamente em abandonar a escrita aqui publicada.
Sim, de quando em vez ate que tenho um rasgo de inspiracao e escrevo algumas coisitas decentes, mas quando leio coisas escritas por outros, caio em mim, reflicto e penso como ainda e possivel que alguem me leia quando existem autores deste
calibre que escrevem deste modo inigualavel?
Quem me dera...

time to face the truth


Yeah, you caught my eye as I walked on by,
I could see from your face you were fucking high.
I saw your face in a crowded place and I didn't know what to do,
'cause I'd never be with you...
And I never thought that I'd see you again,
but we shared a moment that will last till the end.
I knew you were with another man,
but I didn't lose no sleep on that, 'cause I had a plan.

But it's time to face the truth: I will never be with you...

27 novembro 2007

grande

Carros, estradas, edificios, quarto de hotel (duas camas de casal?): tudo em dimensoes a que nao estamos habituados. As doses tambem tem um tamanho consideravel - nada que me assuste, no entanto, podiam era evitar a intensidade do cheiro a comida, que esta em quase todo o lado.
Dos 3 novos que eu ia visitar sao agora 4, dos quais dois estao ja resolvidos - claro que isto nao passa de mera simplificacao, ninguem conhece nada em 48 horas, nem muito menos numa manha.
E como esta gente nao facilita, entre amanha e sexta vao ser 4 voos para destinos com nomes agradaveis: tudo nomes de mulheres. O quinto sera de regresso, utilizando a mesma rota da viagem inicial (sem que, desta vez, haja tempo para mais que ficar pelo aeroporto).
No final da semana, poderei contabilizar 27 horas dentro de transportes publicos...

26 novembro 2007

jetlag

Descobri a melhor maneira para acordar cedo!



O relogio daqui (VA 20175) marca 07h30 e estou acordado desde as 05h30.

23 novembro 2007

até já

22 novembro 2007

hear me sing



let me enfold you


mil dezenas

O registo deve estar por lá aquando do meu regresso.
Avisam-me?

17 novembro 2007

férias

Estas duas semanas induziram mais cansaço que a maioria dos primeiros sete meses do ano. Aparentemente, os três meses de descanso provocaram uma inércia que está a ser difícil de vencer, a prová-lo a sensação diária que surge pelas 07h00 (infelizmente, a sensação surge, por vezes, bem mais tarde...) e a total ausência de palavras publicadas durante toda a semana laboral. Nesta segunda semana laboral descobri também que as minhas semanas poderão estender-se até sábado e, nalguns casos, até domingo.

Descobri ainda qual o meu novo salário - sim, trabalhei duas semanas sem ter a menor noção de qual este seria: trata-se de uma esperada redução de cerca de 62% sobre a minha anterior remuneração, facto que irá provocar inevitáveis alterações nos meus hábitos de consumo. Nada de demasiado complicado, no entanto, a minha remuneração anterior era demasiado generosa (isto sou eu a tentar auto-motivar-me).

Sim, vida nova, em todos os sentidos.

Encarar a mudança forçada não como um problema inesperado, mas como uma efectiva oportunidade de mudança foi sempre o meu lema - de facto, nunca uma tentativa de mentalização para encarar com optimismo a realidade, antes uma sincera forma recentemente adquirida de olhar para mim e para o meu mundo.

A propósito de mundo - agora sim, o Mundo: terei que percorrer uma parcela considerável deste durante a próxima semana. Trata-se de uma viagem em formação a três dos cinquenta e dois estados, felizmente diferentes dos 4 que visitei no passado, com uma feliz e oportuna escala novamente ao local abaixo do nível do mar, onde terei (espero!) a oportunidade de passar dois dias fantásticos - ok, nada de optimismo excessivo: umas horas fantásticas.


Aproveitando o tema, deixo uma questão aos meus 4 leitores: adultério é erro ou fenómeno natural e aceitável?

07 novembro 2007

espreitar 7

O Sam é meu conhecido de longa data.
Sem nunca nos termos conhecido pessoalmente, falámos assiduamente durante um período de tempo a propósito de emprego - éramos leitores assíduos do defunto Substrato. Essas conversas nunca resultaram no encontrar de soluções laborais, mas proporcionaram-nos umas valentes risadas - o Sam tem um humor invejável, ainda que todas as frases dele tenham um círculo vermelho no canto superior direito do ecran.
Recente e totalmente por acaso (nem sei como), dei com um blog que só podia ser dele. Este contém verdadeiras pérolas, das quais destaco apenas uma, mais soft que as demais: no entanto, a grande maioria dos restantes conteúdos divertiram-me a sério.
Não recomendado a mentes menos preparadas para atitudes machistas absolutamente gratuitas e despropositadas, ou a linguagem do mais corrente que há. Os eventuais erros ortográficos são um bónus adicional.

01 novembro 2007



You were so good with words
and in keeping things vague

30 outubro 2007

lugares

Tantas vezes o elogio a lugares distantes deixa no esquecimento outros, bem mais perto e permanentemente à vista (à minha, pelo menos).
Esta terra, fria e húmida, à sombra do monte a que também chamam da Lua, terra de encantos, muitos recantos, caminhos escondidos, de ar secreto, ainda consegue fazer-me admirá-la em dias como hoje, em que a percorri a pé, recordando locais inalterados pelo tempo.
A minha terra.

anonimato

Quem precisa de se esconder por detrás dessa capa?
Se ao menos tivesse algo com que se envergonhar, se ao menos tivesse algo merecedor de ser escondido: mas quem tem coisas belas para compartilhar, não entendo a necessidade do esconder, do dissimular da identidade.
Eu gostei do comentário - mesmo sem ter entendido a ligação ao texto estranho e aparentemente sem nexo que constituiu o post anterior.

25 outubro 2007

sankta gralo

La sankta gralo estas fama vazo el la legendo de la reĝo Arturo. Unua mencio troveblis fine de la 12-a jarcento en la mezepoka literaturo. Laŭ la legendo, gralo gardis la sangon de Jesuo prenita apud la Kruco.
La deveno de la vorto gralo ne estas tute klara: plejverŝajne ĝi devenas de la okcitana vorto grazal, malnovfrance graal 'ujo, vazo', kiu verŝajne etimologie devenas de la greka kratér (miksujo) tra la latina cratalis/gradalis. La malnovhispana vorto grial kaj la malnovportugala gral estis kutimaj nomoj por pistujo aŭ pistujforma trinkujo.



retirado de Vikipedio

espreitar?

Eu sei, isto parece batota - e talvez até seja.
Eu confesso que sou um mandrião, pronto.

23 outubro 2007

lucky 22

O fumo não era branco, começaram por me dizer, "não é oportuno, é demasiado investimento para esta fase e temos que manter o enfoque na área de negócio em que estamos neste momento a trabalhar".
O calendário indicava 22 na data, nada que eu estranhasse, nada que eu não esperasse.
Aliás, o dia tinha já começado por começar mal: não por que o anterior nunca tinha acabado e porque a ausência de sono constitui sempre razão de incómodo, mas antes porque um telefonema madrugador tinha servido para receber uma notícia desagradável.
Mas sim, era 22, e como a tradição ainda é quase sempre aquilo que era, encarei o interlocutor e encaixei as palavras dele com a naturalidade habitual.
Mas ele não se calava.
- No entanto...
(e eu, que até gosto de frases começadas por "no entanto", apurei a minha atenção)
... porque já te conhecíamos e tivemos oportunidade de perceber melhor as tuas capacidades durante estes dias que passaste connosco...
(isto era um exagero e começava agora a soar a palmadinha nas costas...)
... não queremos perder esta ocasião para te termos na nossa equipa.
(como?)
Claro, não temos capacidade para te oferecer para já uma posição semelhante àquela a que estás habituado...
- A posição a que eu estou neste momento habituado é a de desempregado, não me parece que eu possa ser esquisito.
- Sim, está bem, mas o que eu queria dizer-te é que a proposta que temos fica abaixo daquilo que será o teu nível habitual de remuneração futuro, mesmo aqui connosco, e que logo que exista essa possibilidade, essa questão será revista.
- Começo quando?


É verdade: o telefonema madrugador acabou por se revelar um equívoco, posteriormente esclarecido.
Afinal, este 22 rompeu com a tradição e não houve nenhuma ocorrência que o tivesse prejudicado. Nem mesmo estando acordado durante todas as vinte e quatro horas desse dia.

22 outubro 2007

hold you in



And I wonder when I sing along with you
If everything could ever feel this real forever
If anything could ever be this good again

The only thing I'll ever ask of you
You've got to promise not to stop when I say when

e agora...

... como já não dá tempo para ir dormir, barba, duche e vou trabalhar.

Espera: eu não tenho trabalho...
:-)

sozinho em casa

Sem razão aparente, estou acordado ainda a esta hora (cinco e 50 e tal da manhã, GMT, para quem está desorientado). A única razão para tal é a data que vigora desde a meia noite - ok, eu nem sou supersticioso, mas caramba, começam a ser demasiadas ocorrências numa mesma data. Histórias sem interesse postas de parte, terminadas tanto a paciência para a leitura como as opções televisivas decentes, eis que me entreguei a exercícios de memória, daqueles em que deixamos a mente vaguear livremente pelo arquivo.
Uma frase veio à cabeça: "Não te permites ser feliz". Bem, agora que a escrevo acho que a frase, que ouvi de mais do que uma boca, não era exactamente esta... e numa das ocasiões nem era dita neste tempo verbal... mas seria este o sentido dela.
As maiorias não me convencem enquanto detentoras de razão - este meu argumento é amplamente sustentado por todo um conjunto de actos eleitorais passados. No entanto, a recorrência da afirmação faz pensar no assunto: não me permito ser feliz? Será?
Tenho que admitir aqui um "talvez": um talvez que significa que sempre que estou à beira de obter qualquer coisa que me permite aumentar a possibilidade de atingir esse estado que todos (julgo) pretendemos alcançar, vacilo, hesito e... por vezes recuo.
Medo da desilusão? Da incapacidade? A velha teoria do "quase" vem neste momento à memória: e essa não pode vingar. Essa não vai vingar.
Isto vai mudar. Nem que todos os dias sejam 22.




18 outubro 2007

fumo branco

Telefonaram-me.
Finalmente, andava há semanas à espera deste contacto.
Convidaram-me para uma reunião. Para a próxima segunda-feira, "ao fim da manhã, depois almoçamos"...
Segunda-feira?
Merda, segunda-feira é dia 22...

ou
fumo negro?

body art

17 outubro 2007

abaixo do nível do mar - epílogo


Mesmo que guardem o dinheiro num local estranho, devo confessar que é um país bem agradável: pela paisagem, pela tranquilidade (sim, eu sou do Sporting, gosto de locais verdes), por todo um conjunto de coisas que por aqui dificilmente se encontram.
(eu, que sou um inculto e nunca leio,
até consegui estar umas duas horas agarrado a um livro
exactamente aqui junto a este lago)

Sim, e pelas pessoas (obviamente não retratadas nestas imagens, ali do lado esquerdo é apenas queijo potencial), que falam inglês com uma facilidade desconcertante e parecem viver felizes - nada daquele ar zangado que vemos em Lisboa.
Contagia, até.
De tal modo, que vou aproveitar a sugestão e o apoio de quem sabe da matéria e pensar seriamente em publicar estas coisas a partir de um servidor sedeado em .nl.

Já agora: há vacas holandesas mais engraçadas que esta. Garanto.


rabo? bank?

This one goes out to all Dutch people: the word "rabo", where I come from, means either "ass", or "tail".
Now... I know a lot of you guys put your money there.


Would you feel safe making your deposits... here?


Rather you than me.

traços VI









Hemel
Gouda, 1972

depois da depressão

Acontece-me invariavelmente esbarrar com algum amigo nas minhas incursões europeias. Desta vez, encontrei o 383 em Schipol, que se dirigia a Lisboa no mesmo KL que eu.
Já não conversávamos há anos, foi uma boa surpresa e uma oportunidade para saber dele e matar saudades dos tempos idos em que o intelecto e o tempo me permitiam a liberdade de olhar demoradamente a meias com ele para um tabuleiro com cavalos, bispos e afins. Chegámos inclusivamente a fazê-lo sem olhar...
Descobri que anda pelo Mar do Norte a brocar o fundo do oceano a tentar encontrar crude. E que tem ido à Alemanha com regularidade - ainda bem!
Para saber ainda mais, decidimos que ele haveria de ficar cá por casa, eu tinha uma boleia e uma bebida prometidas, nada como sermos três. Afinal, a boleia era num "mata-velhos"... o que obrigou a vir da Portela até à Portela no dito, regressar à aerogare no táxi preto para recolher o terceiro elemento e regressar para acabar em S. Pedro.

Estes dias fizeram-me bem, sem dúvida. E o regresso não poderia ter sido melhor.

Ah, é verdade, aquela do "mata-velhos" era a brincar, claro que estou agradecido pela boleia, aquilo só tem 2 lugares, mas até que anda umas coisas e até é preciso ter carta (dizem). Ainda que eu suspeite que aquilo está à venda no Toy'r'us...

de dikke meneer





Ben ik?

16 outubro 2007

alsjeblieft?

Ed, will you keep an eye on her for me?

a walk in the park

Dreams come true?

14 outubro 2007

abaixo do nível do mar 2

Dizem um que pássaro cagar-nos em cima é sinal de sorte?
Deve ser: nessa mesma noite, a polícia mandou-me parar e soprar num balão - tenho eu que viajar para longe e descer abaixo do zero para ter que realizar tal teste. Felizmente, já tinham passado várias horas sobre uns momentos bem simpáticos compartilhados com quem pedala por gosto, e a máquina disse "P" - ou seja, passei.
E, de qualquer modo, àquela hora a bebedeira era de outra natureza.

12 outubro 2007

abaixo do nível do mar

O tempo está agradável, as pessoas aparentam um ar saudável e pedalam que nem loucos, sem respeito a peões nem automóveis.
Também por aqui o que mais tenho feito é esperar... que tenham tempo para me ouvir, neste caso. Mas como quem espera sempre atinge (*) e como quem espera desespera, estou por aqui, a meio entre o contágio da saúde e felicidade alheia e a ansiedade da espera que parece cada vez mais interminável.

E vão ser assim os próximos dias. Sempre a sorrir...
E com inveja destes gajos a quem nem o facto de terem de depositar o dinheiro deles num banco que se chama rabo parece afectá-los.


(*) eu sei que o verbo devia ser outro, mas este teclado não joga com todas as teclas.

09 outubro 2007

a verdade?

Discussão antiga, por estas bandas.
Esta nunca existiu. Nunca foi mais que o resultado de uma imaginação mais fértil (mais receosa?), na sequência de uma animada conversa em que se criavam cenários. Mas a verdade é que esta falsa verdade foi assumida como verdadeira por quantos a leram. Foi discutida na forma escrita e verbal, com comentários chocados, enojados e, principalmente, divertidos.
Serviu como divertimento - meu, claro - e ainda para reforçar uma afirmação que foi aqui publicada e que gerou acalorada discussão.

Porque a verdade não existe.
Ou existe: e é a que nós quisermos.

05 outubro 2007

espreitar 6

ou
Links


Ao contrário do que aqui acontece, a vasta maioria dos blogs que visito apresentam longas listas de links.
Os que eu designo como merecedores de uma visita são aqueles que eu leio com regularidade, uma regularidade quase diária. O facto de não existirem mais menções não significa que eu não passe por outros "locais" e perca algum tempo a ler conteúdos de outros autores.
Por que não os refiro?
A referência extensiva torna banal a menção, retira-lhe significado, prefiro não recomendar de modo gratuito.

E os antigos, são eternos?
Sim, para já.
É um facto que um par dos mencionados eram lidos, inicialmente, com maior entusiasmo do que actualmente. A evolução no modo como os leio, as alterações no interesse com que reabro cada uma das páginas, estão relacionadas tanto com a forma como progride a escrita do autor quanto com o modo como a minha percepção e sensibilidade se vão alterando.

Hoje, acrescento duas referências novas.
Da primeira conheço os dotes há anos, desde que me iniciei na leitura de blogs. Perdi-lhe o rasto durante algum tempo, reconheci-lhe agora os gestos - se bem que os reencontro mais refinados e mais tranquilos que há um par de anos. Certamente do melhor que se pode ler aqui no éter e certamente o "meu" estilo de escrita - daqueles que invejo.
A segunda é um "conhecimento" mais recente. Gosto do modo como olha e aborda os assuntos e a forma bem humorada como os descreve. Tem alguns gostos discutíveis, mas pronto, sabemos todos que ninguém é perfeito.

04 outubro 2007

02 outubro 2007

espreitar

Este tipo tem mesmo graça.

01 outubro 2007

waiting

just around my corner


weirdos

Acho que faço demasiados filmes. Sempre achei.
Que imagino situações impensáveis, que me passam coisas impossíveis pela cabeça.
Hoje, entrava num filme em que o personagem principal não era eu. O guião era-me totalmente alheio, tal como a realização.
"Imagino-te a passear no parque com uma miúda loira de dois anos pela mão", disseram-me.
Saltei para dentro desse filme com rapidez, imaginar o parque e os cabelos loiros da criança foi quase natural. Natural porque, de facto, eu nunca tinha imaginado essa cena, mas ela fazia parte do meu filme.
Será que sou mesmo eu quem realiza os meus filmes?



I guess I imagine "movies" to often. I always have.
I imagine unthinkable situations, impossible scenarios cross my mind.
Today, I was casted for a movie where I didn't play the main role. The script wasn't mine, neither was its direction.
"I picture you walking down the park holding hands with a blond two year old girl", I was told.
I quickly leaped into the story, to imagine the park and the child's blond hair came in natural. Natural because, in fact, I had never pictured that particular scene, but it was definitely part of my movie.
Is it really me directing my own movies?

traços V



Mantém-se o espírito inicial de homenagear o que é esteticamente apreciável.

Acrescento a esse espírito o publicitar da actividade agora comercial de quem é dona das mãos que são capazes de produzir tais obras.
Eu vou ser cliente!

29 setembro 2007

isto vai mudar

Tenho este blog, onde me auto-propus escrever de acordo com o mote que enuncio em nota de topo de página. Tenho este blog, onde tenho escrito algumas coisas, poucas boas, a maioria sem valor, confusas e indecifráveis para a maioria dos que lêem.
Tenho este blog, onde tenho falhado em cumprir o mote acima enunciado.
Porque o medo de ser verdadeiramente eu, o cuidado de ser "socialmente correcto", usando linguagem adequada a alguns leitores que sei que me lêem (como os meus pais e os meus filhos, por exemplo), a preocupação em não ferir susceptibilidades ou em não chocar quem lê, porque tenho amiúde usado este espaço como modo de enviar mensagens a algumas pessoas que me são queridas me tem inibido de escrever o que me vai verdadeiramente na alma.
Não tenho realmente escrito sobre o que me irrita, não tenho sido explícito sobre o que me dá prazer, não tem sido verdadeiramente de mim, porque não tenho sido inteiramente eu; sim, tem sido para todos, gregos e troianos: mas nunca tem sido mesmo para mim, como deveria ser, como eu quis que fosse.
Isto tem que mudar.
E não, não é promessa: é mesmo uma ameaça.




Obrigado a todos os bloggers que hoje li e que me serviram exemplo para esta minha necessidade.

ok...


... you can be my boss.

27 setembro 2007

briefing

Há que tempos que não escrevo nada de jeito aqui - ou em qualquer outro lugar. Nem algo que possa ser entendido.
É normal: há que tempos que não faço nada de jeito.
Quando não se faz nada decente - ou nada, em absoluto - o cérebro, já de si o elemento menos exercitado da minha pouco apresentável anatomia, torna-se lento. As férias prolongadas são, sem dúvida, a razão principal por detrás desta dormência intelectual: as outras questões estão seguramente relacionadas com a apatia também do lado emocional, onde quase não se detectam acontecimentos dignos de registo - são esses que, tantas vezes, servem de mote para uma escrita mais sentida.
Quase, certo. Porque ainda se encontram motivos para sorrir (mais que o habitual, até), embora esses motivos sejam remotos. Geográfica e estatisticamente falando. Seja em que língua for.

...

just around the corner


i knew it

Niet geschoten is altijd mis.

new investment




I'm gonna have to buy shares.

espreitar ao contrário

Já não é a primeira vez que acontece, mas nem sempre publicito o que semeio em seara comum. Só que desta vez passei-me de vez e não consegui deixar de compartilhar.
Nem de rir.
O enigma é todo vosso.

26 setembro 2007

presumo

A caravana passa e o peixe morde o anzol.

i (still) ain't heavy

Mesmo quando a melhor resposta que têm para nos dar é a pior resposta que podemos ouvir.

in one word

I won't go mieren neuken, best to go met de deur in huis vallen:


YES !





(and i knew already the "e" from the "o"...)

read my lips

You told me your name, I said mine was Charles: you smiled.
Then you showed me the finger, said you didn't like it: I smiled... 'cause it didn't matter.
My name isn't Charles, doesn't even sound close to it.
But yes, this is me.

25 setembro 2007

i still ain't heavy

Hoje, deveria estar de unhas nos dentes, a aguardar ansiosamente o veredicto. Mas não estou.
Aguardo impávido que o telefone toque e que alguém me dê a boa ou a má nova. E não merece a pena uma atitude diferente, porque independentemente do anúncio feito do outro lado, a medida a tomar será sempre a mesma e vem no estado líquido.
Se a nova for má, esqueçamos, se boa, comemoremos.

tradition?


Lezen is zilver, schrijven is goud




Ik zie je...

lexicon 5

presunção

do Lat. praesumptione

s. f.,
acto ou efeito de presumir;
conjectura;
suspeita;
suposição;
vaidade;
afectação;

Jur.,
consequência que a lei deduz de determinados actos ou factos conhecidos para estabelecer como verdadeiros factos desconhecidos.

24 setembro 2007

sons



tradition?

Beter een verre vriend dan een goede buur.

20 setembro 2007

sozinho em casa

I'm beginning to think it's not just how much you love someone.
Maybe what matters is...
...who you are when you're with them.



The Accidental Tourist (film)
1988

19 setembro 2007

there's blood in the water

Upon these poor souls,
I'll build heaven and call it home.
Cause you're all dead now.
I live with my justice
And I live with my greed in me
I live with no mercy
And I live with my frenzy feet
I live with my hatred
And I live with my jealousy
I live with the notion I don't need anyone but me
...

web surfers

Nada como tomar contacto com a realidade para nos apercebermos da dita.
Aquela coisa ali ao canto, que mede visitas, tem, como sabem, a capacidade para fornecer alguns indicadores adicionais, tais como de onde é originário o visitante, qual o motor de busca utilizado para o efeito - e até a definição de ecrã que usam. Enfim, dados interessantes para quem não tem vida e perde tempo a tentar fazer estatísticas mentais.
Um dos dados que aquela coisa também proporciona é qual foi a palavra chave pesquisada pelo cibernauta para chegar até nós - até mim, no caso dos infelizes.
Calma, hei-de chegar ao tema... ainda esta semana, prometo.
Reparei hoje, durante um daqueles meus instantes de ausência de vida, que uma parte importante de quem até mim chegou pretendia encontrar "gajas" - até da Suécia procuram "gajas". Em Português.
Gajas? Aqui?
De facto, até encontraram. Certamente não as que esperavam, mas antes uma queixa que formalizei em Julho.
Por esta via, pude confirmar na primeira pessoa a informação mais amplamente divulgada de que existe uma utilização intensiva da web para procurar "gajas" (e "gajos", provavelmente). Confirmo também que existem palavras chave, como "gaja" e "gajas", que podem tornar qualquer espaço mais frequentemente visitado.
Não que isso me interesse, claro... a quantidade de vezes que repito a expressão "gajas" é meramente fortuita...

18 setembro 2007

frases feitas

Não há mulheres feias, há homens que bebem pouco.
Desconheço a autoria, mas é frase que oiço com frequência. E com a qual estou em desacordo, pois existem mulheres que, mesmo depois da ingestão de quantidades consideráveis de álcool, continuam feias. Ou... talvez eu nunca tenha bebido tanto quanto isso...

No entanto, a intenção inicial era outra, a de afirmar que esta expressão pode ser aplicada tanto a mulheres como a homens.
Eu que o diga.

17 setembro 2007

kijk

Gedeelde smart is halve smart.


Mevrouw D, waarom heb ik geen mail gehad?

16 setembro 2007

sane?

The statistics on sanity are that one out of every four Americans is suffering from some form of mental illness. Think of your three best friends. If they're okay, then it's you.

Rita Mae Brown
Novelist, 1944 - ...

I guess statistics will apply no matter where one comes from; and I see my friends as sound and healthy people.
More to come on sanity - or its absence.

15 setembro 2007

lexicon 4

knife
Function: noun
1 : a cutting instrument consisting of a sharp blade fastened to a handle; a weapon resembling a knife;
2 : a sharp cutting blade or tool in a machine

razor
Function: noun
a keen-edged cutting instrument for shaving or cutting hair


Thanks

14 setembro 2007

para que serve um blog

Não sei se existe uma definição universal: no meu caso, tenho uma, afixada no local que me parece o mais apropriado para o efeito. Na realidade, explícito ou não, cada um terá um objectivo específico para o seu, cada qual lhe dará o uso que entender.
Entender o nexo de determinadas publicações alheias não está, no entanto, ao alcance dos outros - ao meu, no caso -, faria mais sentido a transmissão daquelas ideias de modo directo, existem (e são conhecidos) canais de comunicação bem mais adequados ao envio de mensagens quando se trata de meras bocas foleiras, provocativas e - para mim, no caso - que roçam o ofensivo. Por injustas e imerecidas.
Tais textos, por melhor escritos, imaginados e caligrafados que se encontrem (nem é o caso, aqueles dedos têm capacidade para bem melhor, eu sei que já vi), constituem um verdadeiro desperdício de energia: principalmente nos momentos em que as questões por resolver são aos milhares.

Embora não registada, I aim to please é frase minha, uma afirmação peculiar de egoísmo, para o qual não terei certamente dificuldade, caso necessário, em encontrar testemunhos.
E ai de quem duvide!

12 setembro 2007

lexicon 3

Nouken
I like this word... and now it's got a whole new meaning.

metadonas 2

Uma dose sempre é melhor que nenhuma.
E deixa o prescritor mais satisfeito.
E a mim.

strangers in the night

Some people play a role in your life.
You don't choose them, I guess they don't choose you either, it just happens, by accident, faith or some other unknown reason that remains unexplained: however, your life seems to take a different direction (even if slightly different) as soon as you meet them - or rather, as soon as they leave.
Recently, I seem to have been the voluntary "victim" of such experience, where the fact of meeting someone new coming from a distant place(*) had a strong impact in my perception of life. If the mentioned impact occured because of their origins and the way they lead their lives, or if it occured as a consequence of their departure is something i have yet to figure out: the fact it something has changed - for the better, I must admit.

I am a much happier and wiser man now.
Would I be even happier should I have the opportunity to carry on seeing them?
Fuck knows. Or not.


(*) "distant" is not measured in miles or kilometers, rather in opportunity.

10 setembro 2007

lexicon 2

Dehydrate
Function: verb
transitive verb
1 a : to remove bound water from a chemical compound
b : to remove water from (as foods)
2 : to deprive of vitality or savor
intransitive verb : to lose water or body fluids

lexicon

Indian Summer
Function: noun
1 : a period of warm or mild weather in late autumn or early winter
2 : a happy or flourishing period occurring toward the end of something

07 setembro 2007

metadonas

Eu bem que tento medicar-me...

06 setembro 2007

virtual

Ontem quis ver-te.

Sabia que não iria ser fácil, raramente consigo ver-te, raramente queres ver-me, "sou assim", dizes tu.
Mas tentei. Passavam poucos minutos das 6, tinhas terminado o trabalho, talvez assim, de surpresa, não conseguisses recusar tomar um refresco comigo no fim de uma tarde particularmente quente. Não atendeste, mas eu não desisti, insisti com um SMS, era urgente ver-te, como percebeste pelo meu AGORA
(as coisas urgentes nunca são importantes, são só isso mesmo, urgentes, tinha que ser naquele momento, mais tarde não seria igual, talvez nem valesse a pena por perder o efeito que eu queria),
mas o sinal de nova mensagem recebida não trazia notícia boa, "agora não dá"...
Sorri, que mais poderia eu fazer, "vemo-nos depois, se não dá é porque não dá", fui para casa sem dar demasiada importância ao "não", porque eu já sei que és "assim", mesmo sem que nunca me tenhas explicado o que é isso de ser "assim".

Deitei-me cedo, ainda não assimilei novamente os horários laborais depois de umas longas férias inesperadas. Não consegui adormecer, imensas coisas na cabeça e a casa, tão bem preparada para o frio invernal, acumulou demasiado calor, nada melhor que um zapping pelos canais para arrefecer as ideias e acalmar a temperatura...
Eras tu: apanhei-te num dos canais, sim, eras tu.
A tua voz, a tua cara em tamanho gigante, bonita como a conheço - não tão bonita como fora do ecran; as tuas mãos, que tocavam no corpo de um homem, o teu sorriso e o teu riso, que eram para ele. Senti ciúme - eu sei, é a tua profissão e ciúme é sentimento estúpido, mas que queres que te diga, foi o que senti...

Ontem vi-te.

05 setembro 2007

small talk

- Continuo sem perceber por que é que isto me aconteceu, é inacreditável, e assim de repente, tenho medo.
- Claro que tens medo, é natural: viver é perigoso. Tão perigoso que resulta invariavelmente na morte.

leve?

Quem me dera conseguir.
Eu bem que tento e tu bem que me podias ajudar - ou não?

04 setembro 2007

sozinho em casa

... e, agora, com net em casa, com tempo de sobra, seria de esperar uma hipertrofia da área creativa do cérebro, com as devidas consequências em produção de texto.
Então por que raio...

03 setembro 2007

território repetido

- Voltei.
- Não voltaste nada.
- Como não? Se te estou a dizer...
- Está bem, voltaste: mas não para aqui, voltaste para de onde nunca saíste.
- ... não estou a entender nada...
- Lembras-te do dia em que te despediste?
- Sim, claro.
- Nesse dia, não foste embora; nesse dia, tiveste a ilusão de ir - ou antes, quiseste ir, pensaste que era o caminho certo; pensaste que foste e eu ajudei a que acreditasses nessa partida. Mas, na realidade, nunca saíste desse local, ficaste sempre aí, a meio de lado nenhum: porque é aí que escolhes estar.
...
- Não me parece que tenhas razão. Eu fui, mesmo: MESMO.
- Foste: cumprir o teu dever. Mas não chegaste a ir.
...
- Não consigo ver as coisas assim... Parece-me que estás a tirar conclusões abusivas e excessivas de uma realidade que já não conheces tão bem como um dia conheceste - como conhecias, antes da minha partida.
- Talvez não conheça, talvez tenhas razão. Certamente que perdi muitos fios a essa meada, a esse rolo emaranhado que és, mas penso nunca ter deixado de conhecer e entender o que está no teu núcleo.
...
- Pensa nisto.
- Está bem, vou pensar.
...
- É verdade, há mais uma coisa que também deves ter em atenção: também perdeste alguns fios a este novelo deste lado.
- Está bem.

half a world

I surely ain't big, I ain't your brother, but I'll be watching you.

29 agosto 2007

23+5

"O que tinha que acontecer..."

14 agosto 2007

ps

Já agora...
3 companheiros, 8 noites, 9 dias, 6052 km, 0 multas, 3 visitas.
Muito bom, mesmo, definitivamente a repetir!

back?

Ainda não.
Tenho ainda férias atrasadas para colocar em dia. Muitas, mesmo.

Daqui umas semanas, será mesmo back.
With vengeance. :-)

31 julho 2007

we have lift off

com um brilhozinho nos olhos


Caros Amigos,

Deixo hoje de fazer parte do Grupo que integrei no dia 1 de Outubro de 1992.

Foi nesse dia que, munido de um CV que evidenciava uma curta experiência de 3 anos na área do Serviço, iniciei a minha carreira no sector de Peças com a categoria profissional de Inspector Comercial, actividade que desenvolvi nos 6 anos seguintes. Em paralelo, virtude do tal curriculum anterior, foi-me dada a oportunidade de tomar parte noutras iniciativas promovidas pelo Grupo, nomeadamente na competição automóvel, na qualidade de responsável técnico do saudoso Troféu *****, e integrando os diversos júris dos concursos ******.
Chefiei a equipa de Delegados de Peças de que inicialmente fiz parte, para tempo depois, e durante um curto espaço, assumir a responsabilidade do negócio de Peças do ******. No final de 1999, circunstâncias deixaram em aberto o lugar de Director de Peças do ****** e o Grupo decidiu correr o risco de me deixar tentar desempenhar essa função. Julgo não me ter saído mal…

Mais recentemente, a ******.
Um projecto desenvolvido por uma equipa que integrei e ao qual foi decidido que seria eu a dar corpo. Uma empresa desenvolvida a partir de uma folha em branco, um enorme desafio ao qual me dediquei de corpo e alma: infelizmente, não teve o sucesso esperado, ou, pelo menos, no tempo esperado, sendo o meu afastamento do projecto – e do Grupo – a consequência deste insucesso.

Devo dizer que não reside em mim qualquer tipo de mágoa pelo modo como termina a minha colaboração neste Grupo: fica, isso sim, o sentimento de gratidão pela forma respeitosa como sempre me senti tratado e pelas sucessivas oportunidades que decidiram dar-me. Foi aqui que aprendi muito do que hoje sei, foi nesta Casa, que me viu ser pai, que assistiu ao meu divórcio, que me apoiou em momentos menos fáceis da minha, que me tornei em muito daquilo que hoje sou.
Foi também a esta organização que dediquei alguns dos melhores anos da minha vida – “alguns”, pois os melhores estarão ainda para vir.

Falhei em muitos momentos, não tive um desempenho livre de erros, tenho a certeza; tenho também a certeza de que estive aqui para servir a empresa e não para dela me servir. Com a consciência de que coloquei sempre os demais interesses acima dos meus, em primeiro lugar os da empresa, em segundo os dos colaboradores que tive a honra de chefiar, julgo ter conseguido conquistar o respeito dos que comigo colaboraram e conviveram ao longo destes curtos 15 anos.

Por mais curtos que me tenham parecido os anos, fica aqui mais de um terço da minha vida, vida essa que tem que continuar: por isso, terei que ir perdendo esta mania que até hoje se mantém de me preocupar com esta empresa e com o futuro dela e das pessoas que nela trabalham: porque a sinto ainda como minha.
Mas isto passa…

Obrigado aos que me apoiaram, ajudaram e, tantas vezes, me ouviram e aturaram, tornando esta minha experiência em algo digno de ser recordado: bem hajam.
Um forte abraço, os mais sinceros desejos de sucesso para todos vós.

Até sempre!

30 julho 2007

one to go

Ensaio geral para amanhã.



The record shows I took the blows and did it my way!

27 julho 2007

4 and counting


Era só isso?
Ok, no hard feelings.

26 julho 2007

5 and counting

Será que o 4 reserva alguma surpresa?

gajas

Estamos constantemente acusados de pensar apenas numa coisa ou noutra. Que é a mesma.
E ainda nos acusam de sermos uns chatos e que não têm paciência para nós

Talvez até tenham razão, talvez tenhamos mesmo essa mente simples de que somos acusados, esta obsessão, essa fixação num assunto apenas. Talvez pensemos mesmo apenas em foder (*).
E, à falta de melhor, temos mesmo que vos foder o juízo: é tudo o que nos resta.

Querem mesmo que deixemos de ser chatos? É simples, de extrema simplicidade, até.
Agora já sabem como.




(*) expressão nada habitual nestas paragens e apenas usada por questões literárias

um espreitar inédito

Tenho por hábito vaguear por escritos de terceiros, destacando de vez em quando (ou de quando em quando...) uma ou outra publicação alheia.
Desta vez, com lata e batota confessadas, sugiro uma espreitadela a uma nova criação.
Um mote culinário, um "restaurante" onde sou cozinheiro convidado, confeccionando pratos simples que fazem fraca figura junto às propostas de ementa mais condimentadas das restantes mãos.
Bom apetite!

25 julho 2007

6 and counting

25 é o inverso de 22?

24 julho 2007

7 and counting

Com todas as mudanças, tenho um problema para resolver: não posso mais usufruir da companhia do meu fiel amigo.

Habituado que está a viver ao ar livre, com mais área útil que o próprio dono, não consigo sequer pensar que posso exigir-lhe que passe a compartilhar comigo um apartamento. Por isso...







... ele precisa de nova casa...

23 julho 2007

8 and counting


You must be joking...
:-)

20 julho 2007

11 and counting




Hoje tenho um compromisso.

Cheira-me que vai durar a tarde toda...

19 julho 2007

I ain't heavy

(ainda hoje discutia com alguém que) Estados de espírito mais deprimidos favorecem a veia literária.
Por essa ordem de ideias e por maioria de razão, eu deveria ter tido um mês carregado de texto: por ter razões para a depressão e por ter mais do que tempo - tempo tanto para a depressão como para escrever os tais textos.
Na verdade, não tenho tido nem tempo nem disposição para a escrita: dito melhor, mais do que disposição, não tenho sentido necessidade de escrever (que é geralmente disso que se trata), transportanto eventuais mágoas e frustrações para esta (ou qualquer outra) folha de papel. Estranhamente - até para mim, não tenho tido o comportamento nem a reacção que seria de esperar no momento que atravesso, seria muito mais plausível a necessidade da escrita.

Esta noite, jantei com um amigo de longa data, com quase o dobro da minha idade e mais do que isso em experiência de vida, que comentava educadamente nas minhas costas com um outro conviva que "Estou preocupado: estou preocupado porque ele não está nada preocupado".
Para além de me ter divertido, esta afirmação fez-me meditar um pouco sobre o assunto: será maturidade no enfrentar da questão que permite toda esta tranquilidade? Ou será a total falta de consciência?
Não sei.

Mas continuo sem estar minimamente preocupado. E ainda bem!

12 and counting


Hoje podia dar um título diferente, como...

um outro tipo de frangos

que é realmente a designação mais apropriada.




Será mesmo deles o reino dos céus?

18 julho 2007

13 and counting


Deve haver modo de tirar os meus ficheiros pessoais desta máquina...

17 julho 2007

felinos 2

Quem disse que os gatos têm 7 vidas?






Já sei para que mais não serve um Jaguar.

14 and counting

Pela primeira vez em anos, sem nada em que pensar.
E é um descanso!

felinos

Com o tipo de sorte com que tenho andado no que diz respeito a veículos, não estranhei que o carro deixasse de funcionar em pleno IC. Por sorte (e por hábito), ia em excesso de velocidade, pelo que o balanço que levava permitiu encostar à berma em segurança.
Dois telefonemas e 45 minutos mais tarde, lá veio um simpático reboque que me levou e ao carro para a oficina.
Como a viatura foi adquirida recentemente e o contrato de garantia prevê a existência de viatura de substituição, telefonaram prontamente a sugerir entregar-me o carro, muito atenciosos, “diga-me onde está, vamos aí entregar, ou mandamos um táxi para o trazer até nós”. “Serviço de primeira”, pensei, mal sabia que a cereja estava para vir: “lamentavelmente, temos apenas um Jaguar para lhe ceder”, “devem pensar que sou filho de algum ministro”, sorri do meu lado, mantendo uma voz séria do outro “não tem importância alguma, serve perfeitamente”.
Recusando o táxi, pedi boleia a um amigo (se lhe perguntarem, dirá que o obriguei a levar-me até lá) e lá fui levantar o gato bravo.

Bem… aquela coisa já percorreu 130 milhares de quilómetros, em mãos (principalmente pés, quero crer) variadas: até aqui, tudo bem, os carros foram feitos para ser usados e o animal até que anda umas coisas, acelera que nem um perdido – mesmo perdendo tracção em todo o piso mais rugoso que o chão da minha sala, trava e tudo, porquê reclamar?
Não reclamo, limito-me a ficar absolutamente desiludido com a minha primeira experiência dentro de um Jaguar com menos de 30 anos: bonito por fora, sim senhor, mas um painel de instrumentos que já não se usava quando foi desenhado, que me faz lembrar um daqueles confiáveis mas imensamente foleiros carros japoneses dos anos 80 (LCDs de fundo verde?), uns vivos em raiz de nogueira feita de polímero de baixa qualidade, um rádio que nem apeadeiros sintoniza decentemente…
Foi então que percebi a oferta do táxi: era para eu o conduzir.

em agosto






I'll go get lost with my two favourite allies.

16 julho 2007

aluga-se

Blog de pouca mão de obra, fácil de gerir, com poucos comentários para ler.
Publicações bem arrumadas, com Índices devidamente organizados por ordem alfabética.
Poucos leitores e (aparentemente) pouco exigentes.

Disponível durante a primeira quinzena de Agosto devido a férias de proprietário.
Preço a combinar.

15 and counting


Engaging new office activities.

11 julho 2007

20 and counting




Talvez assim...

10 julho 2007

21 and counting






Time for a résumé.

09 julho 2007

23-1 and counting




Há vidas mais baratas... mas não prestam...

06 julho 2007

25 and counting


ou


somewhere new





Faz sentido não pensar em mais nada.
Mas não consigo largar...

05 julho 2007

somewhere to hang my head



I've got another confession to make!
I'm your fool...
You gave me something that I didn't have
But had no use...
I was too weak to give in, too strong to lose
My heart is under arrest again
But I break loose
My head is giving me life or death
But I can't choose
Im getting tired of startin' again
somewhere new
Wouldn't wanna resist, or be abused...
I swear I'll never give in
and I refuse...
I've got another confession my friend
I'm no fool

26 and counting




Já não falta tudo...

04 julho 2007

27 and counting

ou

o útimo a rir


Antevisão de cenário em Agosto:


03 julho 2007

28 and counting

A posição de chefe gera amiúde inveja: porque o chefe pode chegar tarde, ausentar-se quando quer e decidir, ainda que contra o que parece ser lógico. Dizem ainda algumas más línguas que o chefe pode também dar-se a um certo conjunto de liberdades - eu garanto que, pelo que me toca (melhor ainda, por aquilo em que toco - ou não toco) que não passam mesmo de mitos.
Esquecem-se esses invejosos, porém, que o chefe tem também um conjunto de missões menos agradáveis. Dessas, há uma que é a pior que já tive que cumprir, nem a experiência repetida a torna mais simples e fácil de desempenhar. Repetiu-se ontem. Talvez a mais difícil de sempre.

02 julho 2007

29 and counting








Ferramenta #2

01 julho 2007

43

Exactamente a esta hora.

29 junho 2007

o último a sair fecha a porta






Ferramenta para os próximos 30 dias:

o meu reino por um cavalo

Cinco minutos de atenção merecem viagem de avião.



Inspirado pela primeira leitura do dia



e agora?


see you again






O tempo não conta.
Wherever I am!


A dois amigos recentes.

28 junho 2007

território árido

- Vou embora. Deixo-te aqui.
- Eu já sabia que ias, percebi há uns dias que tinhas que ir. :-)
- Não te zangas comigo?
- Por que razão haveria eu de me zangar?
- Porque estiveste sempre aqui, ao meu lado, a fazer-me companhia, a guiar-me e agora eu vou embora, deixo-te sozinho…
- Eu vivi sempre sozinho, estou habituado. Sabes, concluo agora que mesmo nos momentos em que não vivi sozinho, fisicamente, estava só, apenas com a ilusão de não o estar. Por isso, vai custar, sim, mas sobrevivo sem problemas, não te preocupes.

- Calaste-te?
- Sim. Fico sem saber o que dizer.
- Também não é preciso que digas alguma coisa.
- Sinto que não é justo, para ti, fazeres este caminho todo comigo, preocupado em ajudar e orientar, e agora…
- Novamente, não te preocupes, não estive aqui para não estar sozinho. Fiz-te companhia por ter percebido que precisavas. Estive aqui de um modo egoísta, até, não tens mesmo com que te preocupar.
- Egoísta? Como assim? Eu nunca te dei nada, limitei-me apenas a deixar que me puxasses, que me empurrasses, conforme a ocasião, deixei que me falasses, que me gritasses, ralhasses, enfim, tu sabes. Foste tu quem fez tudo…
- Sim, tudo isso é verdade, fiz isso tudo, é verdade. Mas repara, tu deixaste que eu fizesse tudo isso e tudo isso dá-me prazer, eu gosto da sensação de poder fazer alguma coisa mudar, fazer acontecer, sabes? Preciso até desta sensação: sentir-me importante, sentir-me válido. Por isso, deixaste-me sentir bem, permitiste-me o prazer de fazer coisas que eu adoro fazer. Sim, foi egoísmo. Fiz-te companhia por eu ter percebido que EU precisava.
- Entendo…
- Ainda bem, fico satisfeito.
- Posso descansar, então?
- Claro que podes! E olha…
- Sim...?
- Estás no caminho certo, eu sei.
...
- Vai… agora sei que podes ir sem mim.

espreitar outra vez

Estados de espírito: gostei de ler este.