23 agosto 2017

erros apenas

Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!



18 agosto 2017

A omissão de pensamentos ou de sentimentos pode ser consequência de vergonha, mas não é mais que reserva.
A omissão de acções é desonestidade. Mesmo que seja consequência da vergonha 

27 julho 2017

unwilling to turn the page

23 julho 2017

What you do speaks so loud
that I cannot hear what you say 


11 junho 2014

Pois...
Parece que sim.

09 junho 2014

Nos últimos 4 anos rejuvenesci 10 e envelheci 14. Contas feitas, tudo normal, nada de surpresas, a matemática bate certo e nada a reclamar, não fora o processo de envelhecimento ter acontecido apenas nuns 4 dias.

21 março 2013

primitivo

Não sei escolher as mulheres da minha vida.
Deste a primeira.
Deve haver quem consiga analisar o factor que está na génese desta minha deficiente capacidade social, que tem vindo a provocar frustração, dor, lágrimas e outras manifestações que mantenho comigo: até hoje, eu não consegui. E deixou de me caber nos dedos a quantidade de desaires. Exceptuando a que ainda não, todas as escolhas erraram, todas as geografias falharam, todas idades, tezes e tonalidades – mesmo quando as escolhas não o foram.
E nem mesmo a jusante consigo ser ter sucesso na manutenção de uma relação tranquila e estável com quem deveria ser, se nunca simples, pelo menos mais fácil.
Sei que não sei.
Desde a primeira.
Mas não me conformo com esta espécie de sina e continuo a tentar, a querer saber. Para alcançar este saber, terei antes que chegar ao outro, ao saber de onde me vem esta inaptidão que não me permite acertar.
Desde a primeira.
Ou será por causa da primeira?
Mas essa, quem escolheu não fui eu.

19 março 2013


Aquele olhar duro e severo intimidava-me.
Aquele olhar, que talvez passados todos estes anos eu entenda sem efectivamente compreender, manteve-me distante, receoso de falar, de pensar, de decidir. Até de ser…
Já num tempo para cá do tempo eu que eu deixara de crescer, aquele olhar amoleceu e deixou que a distância encurtasse. Consegui então olhar para aquele olhar de frente e de modo diferente, mais próximo e condescendente, mais respeitoso que autoritário, mais orgulhoso que exigente. Ainda que sempre severo.
Tenho saudades daquele olhar duro e severo; mas não menos daquele olhar por fim carinhoso, quase infantil e assustado com que acabou por se retirar.

18 dezembro 2012

O teu é teu, o meu é nosso.

12 novembro 2012

Acta, res, facta... non verba.
Alibi, age quod agis; eris quod sum.

08 novembro 2012

wer ich bin

Não importa a distância que nos separa.
Eu sou, eu estou.

05 novembro 2012

lessons?

By the time I recognize the moment the moment will be gone.