29 setembro 2008

rollercoaster

De que vale programar, planear ou agendar futuros, quando a maioria das coisas que acontecem acabam por parecer mera obra do acaso, aparentam ser motivadas por externalidades e são realidades sobre as quais não temos controlo?
As verdades que num dia são inquestionáveis rapidamente se transformam em dúvidas e podem até tornar-se em certezas - mas de uma verdade inversa à que estávamos habituados, ou com a qual contávamos. Talvez também por isto a verdade continue sem existir, a ser uma mera imagem que vamos criando dentro de nós e que nos permite ir vivendo na ilusão de que existem algumas garantias, ou, pelo menos, aquelas realidades que gostamos de ter como tal: não, a realidade de tal modo não existe que todos os dias acordamos para uma nova, que nunca esperámos ou que, se alguma vez imaginada, era cenário pouco provável.
A única defesa que existe é mesmo olhar de modo distante para nós mesmos e acreditar que é apenas o cenário que nos foi alterado e que temos a capacidade para suportar as intempéries que nos colocam no caminho, ser imparcial no modo como avaliamos a tal realidade involuntária com que nos deparamos e dizer para nós mesmos que o futuro será brilhante. Só poderá ser!

2 comentários:

My Space disse...

Acabamos por ter sempre algum controlo, as externalidades não acontecem apenas por mero acaso. De alguma maneira contribuimos para elas, ainda que de forma inconsciente.
E o que é verdade hoje não tem necessariamente de o ser amanhã. Mas basta que o seja hoje, a mim pelo menos.
E nós temos capacidade para suportar tudo, ainda que em momentos de fraqueza pensemos o contrário.
E, ainda assim, há coisas que nem o tempo nem o acaso mudam, ainda que por vezes pareça o contrário.

Cai de Costas disse...

Amen.