31 julho 2008

missão

Em 2002, o National Geographic conseguiu reencontrar o tema de uma das suas mais famosas capas de sempre.
Quem no ocidente, em 1985, viu a fotografia da bela miúda Pashtun, de brilhantes olhos verdes, seguramente pensou que ela poderia transformar-se numa top-model; em vez disso, casou, deu à luz 4 filhos, atravessou anos de guerra e pobreza. O novo retrato de Sharbat Gula, quando ao lado do antigo, torna-se tão poderoso quanto esse: os olhos são dezassete anos mais pálidos, o véu menos colorido, o olhar agora mais preocupado que atrevido, desafiador...




Certamente que, algures na nossa vida, todos vimos uns olhos assim, que nos fitavam, que mereciam mais atenção que aquela que lhes demos. Nunca é demasiado tarde para fazermos a nossa parte e permitir que um olhar destes não esmoreça.

4 comentários:

Anónimo disse...

Os olhos são lindos, o olhar poderoso. Sem dúvida, também pela diferença.
Resta saber onde reside o maior mérito, se no olhar, se em quem o faz brilhar..
Beijo

Cai de Costas disse...

A verdade é que há tanto de mérito em quem lho coloca nos olhos como de demérito em que lhe põe o véu e lhe retira o brilho.

Anónimo disse...

Fruto de todo um acumular de experiências de vida até o mais brilhante olhar perde alguma da sua intensidade. Ganha, contudo, em experiências..
Não há maior culpado que a própria vida.. será justo apontar-lhe o dedo?
Beijo

Anónimo disse...

É a fronteira entre o querermos e o permitirmos que determina se o "fazermos a nossa parte para que um olhar destes não esmoreça" faz sentido ou é absurdo.
Quando faz sentido "nunca é demasiado tarde"