07 maio 2008

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... podem aproximar pessoas.
Mesmo sem que haja alguma coisa em comum, um dia, pelo simples facto de ler, ter prova de ser lido, ter feito ou recebido um comentário, alguma coisa despertou a atenção sobre alguém. Damos por nós, estamos perto dessas pessoas que, através de uma simples frase ou afirmação nos deu alguma coisa - certamente imaterial - e saltou da nossa virtualidade para a realidade, proporcionando-nos o prazer da companhia física, da palavra falada que substitui a escrita, da imagem que substitui o texto. Aqui, de onde olhamos para a água de cima para baixo, ali, onde o mar nos ameaça lá do alto; cá, na minha nossa terra, ou lá, onde as fontes não são aos milhares, mas aceitamos que digam que sim.
Acabamos por lhes mostrar por onde andamos - e com quem, com orgulho; acabamos por lhes mostrar um pouco de nós, o que é muito. E acabam por fazer parte de nós, ainda que possam pensar ou sentir que os esquecemos. Passe o tempo que passar.

6 comentários:

Anónimo disse...

Passe o tempo que passar, mesmo que esse tempo tenha, outrora sido pouco, não se esquece.
Gosto de te ler (espreito de tempos a tempos).
Gosto de sentir a tua paz.
Gosto de saber por onde andas e como andas, com orgulho.

Um abraço
Subtle Bluntness

Anónimo disse...

"Realmente, este estranho mundo novo da virtualidade deve ter a virtuosidade de conseguir filtrar muitas coisas e deixar passar uma parte importante da essência..." (não, não é do Óscar )

... criando, por vezes, empatias que se transformam em amizades preciosas e bem reais.

Este teu post é prova disso.

MiSs Detective disse...

muito inspirado! :)

Cai de Costas disse...

Já dizia o Guilherme pela voz da Miranda, na Tempestada:
"O wonder!
How many goodly creatures are there here, how beauteous mankind is!
O brave new world, that hath such people in't!"
Espero haver aqui prova disso, sim.

Anónimo disse...

E o Aldous "plagiou" o Guilherme... :-)

b.m.

Anónimo disse...

Os campeonatos não se ganham apenas com um jogador, mesmo que esse seja determinante para a vitória. É uma boa estratégia ir mantendo os outros jogadores a fazer o aquecimento. Assim evita-se que, no caso de eventuais lesões, não tenha que se recorrer a apanha-bolas. Estes, por mais que se esforcem e até possam ter a "camisola vestida" nunca farão parte do plantel, serão sempre e apenas isso... os apanha-bolas. Faz parte das regras do jogo!