10 janeiro 2008

limpeza de balneário

A mais recente operação de limpeza de balneário traduziu-se na inesperada rescisão unilateral do clube com Mauril Suarshi.
Médio defensivo, notável recuperador de bolas, lesionou-se com gravidade ao longo das repetidas épocas em que foi sistematicamente convocado para a equipa principal. Não obstante as lesões, deu sempre o seu melhor à equipa, sendo sucessivamente utilizado em diferentes posições do plantel. Sai ainda lesionado e eventualmente perdido para a prática do desporto.

Esta operação, cujo desfecho é naturalmente ainda desconhecido, teve início durante a época passada, onde se verificaram dispensas amigáveis com outros elementos do plantel.

Ronaldo. Dispensado em plena época. Sem relação alguma com o famoso Madeirense ao serviço do M. United, assemelha-se mais ao homónimo Brasileiro na constituição física - na época em que este estava mais pesado. Médio ofensivo sem grandes dotes, evitava a finta e o jogo faltoso, notabilizando-se mais pelos certeiros disparos efectuados. Reconhecido pelos colegas pela simplicidade com que entrava em campo, contribuía decisivamente para o bom ambiente no balneário.
Manolo Tello. Defesa central de porte atlético, cujo modo implacável de abordar o jogo lhe valeu o cognome de "Peito de Ferro", foi dos que mais se destacou durante épocas consecutivas na defesa da camisola que envergava. Oriundo das camadas jovens do clube, integrou diferentes constituições da equipa, reunindo sempre a confiança tanto dos diversos treinadores que orientaram a equipa, como da Direcção da SAD. Mais uma dispensa que não deixa de surpreender.
Casinuovo. Integrou o plantel na qualidade de jovem esperança, ocupando desde logo lugares de destaque. As posições ocupadas, alegadamente de modo prematuro, aliadas à forma algo irreverente e até arrogante como jogava, valeram-lhe algumas inimizades - e alguns cartões amarelos - ao longo dos anos que fez parte da equipa.

Mas nem tudo são más notícias.
Soubemos de fonte segura que outros elementos da equipa viram o seu lugar assegurado.
Manolo Pepe. Discreto treinador veterano, com vasta experiência no enquadramento de equipas austrais, é conhecido pela forma silenciosa como desempenha as suas tarefas. Seguramente uma mais valia numa SAD que prima pelo low profile: mais low não há.
Valiant Cross. Porte Britânico, bigode loiro quase até à raiz. Claramente a arma secreta da equipa - tão secreta que nem ele sabe exactamente o seu papel no terreno de jogo.
Sosel. Capitão de Equipa. Oriundo da equipa júnior, passou directamente a capitão de equipa sem ter que prestar provas enquanto jogador, e tem vindo a capitanear diversas formações ao longo das épocas. Acreditamos que é o melhor jogador sem bola de todo o plantel - nem que seja por nunca o termos visto jogar com bola.
Bettastoni. Alegadamente extremo. Contratado com o intuito de construir jogo, acabou conhecido como o jogador fantasma, dadas a prolongadas ausências - dizem-nos fontes internas que o seu cacifo no balneário passa semanas a fio sem ser aberto. Um outsider dentro do espírito da equipa.
Ali Verha. Supostamente distribuidor de jogo. Famoso pela finta, fingidor nato, enganou frequentemente as diferentes arbitragens, conseguindo sair de campo sem nunca sujar os calções. Tem passado largas temporadas no banco, posição onde se sente mais confortável e de onde grita frequente e insistentemente para dentro do relvado.
Dhiaszcolksi. Massagista. Tal é a dedicação que tem à profissão que diz não conseguir conter-se, metendo a mão em tudo o que mexe. Bom olheiro, com uma invejável capacidade de avaliação de CUs... perdão, CVs, necessitando apenas de circular nos corredores do estádio para conseguir exercer esta missão ao mais alto nível.

Pensamos que o futuro está assegurado.





fonte anónima devidamente identificada

2 comentários:

observador disse...

Ano Novo e a confusão continua a reinar. Não só nos balneários como por estas paragens. É caso para dizer: "VIVA O INDIVIDUALISMO" tenho um blog só para mim e mais meia dúzia de iluminados!!!!
FELIZ 2008.

Cai de Costas disse...

Meia dúzia?
Pensei que eram só 3, que utilizavam diferentes heterónimos.
Seis? Qual individalismo, viva a popularidade!