18 dezembro 2012

O teu é teu, o meu é nosso.

12 novembro 2012

Acta, res, facta... non verba.
Alibi, age quod agis; eris quod sum.

08 novembro 2012

wer ich bin

Não importa a distância que nos separa.
Eu sou, eu estou.

05 novembro 2012

lessons?

By the time I recognize the moment the moment will be gone.

17 outubro 2012

para sempre

São poucas, mas há pessoas que são para sempre, no matter what.
No meu caso, são pelo menos duas.
Hoje, falei com uma delas, já não lhe ouvia a voz nem via a cara há semanas.
Sem que no momento me desse para pensar nestas coisas, sei que senti algo especial, particular, que muito dificilmente se descreve e mais dificilmente ainda se explica. Por isso, nem vale a pena tentar explicar, basta sentir e guardar cá dentro o momento e essa realidade, com a certeza de que vai ser para sempre, vai ser sempre no matter what.
Sentido e guardado o momento de hoje, não consegui deixar de o relacionar e comparar com outros momentos e situções bem diferentes, protagonizados por mim e por quem está na minha posição. E, mais uma vez, não consigo entender como é que se sente, como é que se permite, como é que se consegue. E como é que não se sente.
Talvez daquele lado também haja quem seja para sempre, no matter what.
Naquele caso, devem ser no máximo duas. E talvez não haja mais espaço para amar.

27 agosto 2012

i hope this is you

You know I knew it was you.
 
 
With every day, and from both sides of my intelligence, the moral and the intellectual, I thus drew steadily nearer to the truth, by whose partial discovery I have been doomed to such a dreadful shipwreck: that man is not truly one, but truly two. (*)

This could not be me…
 
But after the storm came the calm and with the still came again the will.
 
I know this is you. And I hope this is now me.

 
 
 
(*) R.L Stevenson
 

03 maio 2012

colourblind


Faz-se negro o tempo aqui pelo verde, que demora sem passar.
Faz-se negro lá para a frente, nas nuvens que o vento vai trazendo devagar, não deixando ver se é tempestade, se bonança sem cor.
Faz-se negro, sem se saber o que se faz, como se faz, se é para fazer, deixar de fazer.
Faz-se negro, até que um azul salvador chegue ao verde e torne claro qual o tom que resta, de que tom este verde vai ficar tingido, se irei alguma vez ver o Negro que ainda não vi, num azul definitivo.
Se alguma vez alguma cor.

12 dezembro 2011

the immortals

No man can be too careful in the choice of his enemies.



Oscar Wilde

23 novembro 2011

28 outubro 2011

Não sem ajuda, mas tamed: merci glupi.

25 outubro 2011

the monster within

Não, não é esse que é conhecido: é outro, que está bem lá dentro.
Pensei que o conhecia, mas enganei-me. É muito maior e bem mais influente que alguma vez pude pensar.
Não sei quando nasceu mas tem muitos anos e existia muito antes de eu ter dele consciência – ou talvez nessa altura o confundisse com outra coisa qualquer, sem nome nem definição, apenas sensação. Com o tempo, passei a conseguir identificá-lo e, nem sempre sem ajuda, a controlá-lo, deixando-o mais ou menos silencioso, mais ou menos ausente, por vezes com tanta eficácia que quase esqueço que existe. Não sei como se alimenta, como cresce, e embora já tivesse anteriormente suspeitado, estou agora seguro que também as distâncias o alentam e avivam, tornando-o ininterrupto, presente numa continuidade desconcertante. E agora, depois das distâncias e mesmo quando elas se encurtam, praticamente sem ajuda que muitas das ajudas desajudam, tenho que o carregar sabendo que de vez em quando tenho que descarregar por causa dele, levando à frente tudo o que está à frente – e, geralmente, tudo o que está nessa frente é tudo o que está mais perto; e, geralmente, tudo o que está mais perto está mais perto pelas melhores razões, o que faz com que, pelas piores razões leve à frente tudo o que está mais perto.
Pensei que o conhecia, mas enganei-me. E, no processo, talvez ande a enganar os que vão à frente por estarem mais perto. Que eu não quero que vão.
E, aqui junto ao Índico verde, chega de água com sal a sair do azul do Negro.

11 outubro 2011

nem eu

Não sei se é sonho, se realidade,
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sul se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali
A vida é jovem e o amor sorri

Talvez palmares inexistentes,
Áleas longínquas sem poder ser,
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode ter
Felizes, nós? Ali, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez,

Mas já sonhada se desvirtua,
Só de pensá-la cansou pensar;
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar
Ah, nesta terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.

Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.



Fernando Pessoa