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26 agosto 2011

Eu não existo. Não passo de uma figura virtual, que aparece e que desaparece, que não tem dia certo nem tem forma certa; não existo, para além disto que aqui me vêem nem para além daquilo que aqui sou; não imaginem mais que isto que aqui me vêem, que não sou mais que isto.
Olhem para mim enquanto aquilo que eu não sou. Por favor.

22 maio 2011

sozinho em casa

Primal Fear

07 janeiro 2011

BJS

Sentimo-nos quase em casa quando percebemos que a abreviatura que usamos para enviar beijos em sms, emails e afins é, num outro lugar, o nome de um bar onde as moças se despem com um sorriso nos lábios, apesar da neve e do gelo que reinam lá fora. E, quem entra, sentir-se-á seguramente ainda mais em casa, reconfortado ao saber que o nome do bar, afinal, não é senão BlowJobS...
Não que eu tenha entrado: sim, que eu não sou gajo dessas vidas.

01 junho 2010

conselho de verão

Não deixar a máquina com loiça durante 72 horas sem a ligar.

sozinho em casa

Decidi hoje que não vou ver os jogos da selecção.
É verdade que os seleccionados não jogam o que deviam, é verdade que a esperança de alcançar resultados relevantes é baixa, sendo provável que fiquemos no lugar que merecemos - afinal, estamos mal habituados, dada a dimensão do País o nosso lugar não é tão alto quanto aquele que temos conseguido.
Mas não é nada disto que me detém, gosto de ver os jogos mesmo que o resultado seja fraco.
É aquela trompa reinventada pela Galp! Já não bastava ter que aturar a vizinhança, que passou o domingo num ensaio geral, o som daquela gaita de gaita é amplificado pela televisão e resultou numa cefaleia. Não há paciência, de todo.

26 maio 2010

oye como foi


Com uma varinha de condão fabricada pela Gibson, este jovem mago de quase sessenta e três anos encantou a maior multidão que alguma vez vi ali dentro.
Se a ausência do Dave Matthews foi bem disfarçada pela banda, já a voz que substituiu a do Rob Thomas não conseguiu ser tão smooth quanto a original. Mas isto foi apenas um detalhe que em nada prejudicou as duas horas e meia de som intenso (desta vez com melhor qualidade que o habitual), sem quaisquer quebras de ritmo num excelente alinhamento. A espaços, acho que detectei alterações ao programa, com fases de improvisação não planeadas, que seguramente só contribuíram para um resultado ainda mais conseguido. Destaque para um outro mago, Dennis Chambers, que com duas varinhas mágicas Zildjian e um bombo a passo de metralhadora deixou milhares de boca aberta.
Atlântico com ondas de 10 metros!

17 maio 2010

santana


Já a pensar na próxima semana, dei por mim a procurar uma imagem. Encontrei esta, da qual nem me recordava.

E nem poderia vir mais a propósito!

11 maio 2010

next year?

05 maio 2010

ocasião

Vendo: VW Golf Variant, 2002, A/C, alarme e tal; menos quilómetros que os anos fariam antever;
Vendo: KTM 950 SM, 2006, ventilação automática; roubada só uma vez;
Ofereço: posto de trabalho; ordenado algo acima do mínimo; muita chatice e horário longo;
Pago: a quem fique com ex-mulher e processos judiciais anexos; custo de manutenção elevado.

Favor contactar a partir das 20h.

29 abril 2010

no pillion

25 março 2010

viver no campo

Quando não acordo com as galinhas que quase me rodeiam, são elas que me acordam; por outro lado, eu, as galinhas que tenho por vizinhas (falo daquelas que têm mesmo penas e põem ovos), os patos que as acompanham e quiçá os silenciosos coelhos que com eles convivem, estamos todos rodeados por prédios. Tudo isto a menos de 20 minutos do Marquês.
Sei que não basta analisar a fauna ou a distância ao centro da capital para que possa ser afirmado que se vive no campo, cidade ou subúrbio: no local que refiro, são tantas as variáveis e as aparentes contradições que qualquer classificação facilmente pode ser contestada.
Seja como for, uma característica o torna parecido com um qualquer lugarejo da província (expressão em desuso, verdade, mas a que melhor expressa o conceito), corroborando, nem que seja apenas por isso, o título desta inutilidade que escrevo. Essa característica é o surpreendente conhecimento que muitos têm sobre a vida alheia - a minha e a de quem me rodeia, no caso - e a forma verdadeiramente informada como afirmações se produzem. E compartilham.
Desse modo, sem que eu faça o que seja por isso, informações do género "sabes quem esteve a beber café" e parecidas com "nem imagina quem esteve no outro dia em frente a sua casa" chegam-me com toda a naturalidade. E como o saber não ocupa lugar...





nota: o título surgiu-me da série televisiva com o mesmo nome que eu via algures no início dos anos 70, quando a nossa TV tinha dois canais a duas cores. Da série, Green Acres no original, recordo-me que a história girava em redor de um casal da cidade (Nova Iorque, presumo) que se mudava para o campo, da loira Eva Gabor e do velho tractor do genérico.

08 setembro 2009

Oscar said:

It is better to have a permanent income than to be fascinating.


Por mais que aprecie as frases deste notável autor, tal como as repetidas vezes que o cito o demonstram, e ainda que entendendo a intenção das palavras que agora transcrevo, não posso desta vez estar minimamente de acordo com ele. Primeiro, porque essa coisa de permanent income é coisa que não existe, por mais eterno que possa parecer, e porque nunca me senti mais fascinado por uma carteira (ou conta bancária, ou seja o que for) que pelo(a) proprietário(a) dela.

07 setembro 2009

a cor do crime

Seis e meia da manhã.
- Sim?
- Bom dia. Estou a falar com o sr. fulano de tal?
- Sim...
- Fala da esquadra. O sr. é o proprietário da moto com a matrícula 12-34-56?
- Sim...
- Sabia que a moto foi roubada?
- Não...
- Mas foi. Importa-se de vir até aqui apresentar queixa?
...
Seriam três da manhã quando um bando de quatro adolescentes entre os 16 e os 17 anos rondaram a porta da minha casa, conduzido uma carrinha roubada. Não sei se de modo premeditado, se impulso do momento, os quatro pegaram na moto e colocaram-na na traseira da carrinha. Por sorte minha, os polícias do carro patrulha suspeitaram da "cor laranja do objecto de grandes dimensões que estava dentro do carro", - embora na minha perspectiva tenha sido a cor do condutor a despertar a atenção dos agentes da autoridade - tendo perseguido a viatura que apenas conseguiram fazer parar depois de vários disparos.
Feita a queixa, tive que esperar que os CSI locais retirassem todos os elementos para poder levantar uma moto coberta da pó branco, que auxiliou a retirar impressões digitais, danificada pela condução apressada e certamente cega - ao que consta, a carrinha despistou-se ao quarto disparo, com os pneus vazios.
Pela segunda vez no espaço de semanas, depois de terem apreendido um larápio de 15 anos que roubou o telemóvel ao meu filho, as forças policiais revelaram-se eficazes no combate ao crime. Mas mesmo com uma eficácia a 100% (no meu caso), vou reforçar as trancas das minhas portas, que a taxa de criminalidade não irá baixar e a sorte não dura para sempre.

06 julho 2009

passaportes

Depois de uma hora à espera na loja do cidadão, lá chegou a nossa vez.
Apresentados os documentos, a moça concluiu que "esta autorização não serve"; repliquei que tinha consultado o site do SEF e que era exactamente o que exigiam, "pois, mas nós temos instruções em contrário, isto é apenas para sair do país, precisa de uma autorização da mãe para tirar os passaportes". Tentei ainda argumentar que não fazia sentido a mãe autorizar que viajassem sem autorizar que tivessem passaporte, pelo que a mesma autorização deveria servir os dois propósitos, mas a ficar cansado do diálogo disse-lhe finalmente que "a informação foi confirmada pelo Director do Serviço *****, seu superior, portanto vou já telefonar-lhe e dizer-lhe que ele estava errado", frase que impeliu a rapariga para fora da cadeira com um "só um momento, vou falar com a minha chefe". Passados instantes, lá voltou com renovado sorriso e dizendo que "afinal serve, peço desculpa".
Pronto, estava o processo em marcha, fotos para um lado, assinaturas para o outro, tudo a ficar tratado, eis senão quando chega a chefe que achou por bem vir pessoalmente pedir desculpas pelo equívoco, desculpas que eu aceitei, naturalmente, "não se preocupe, são seguramente situações fora do normal, os senhores nem sempre sabem como reagir". Processo terminado, restava agora proceder ao pagamento. Curiosamente, quem faz as vezes de caixa é a tal chefe, que insistiu em desculpar-se mais duas vezes, "a rapariga é estagiária, o senhor por favor desculpe".
Realmente, friends in high places, ou a mera invocação de nomes e títulos parece fazer milagres...

14 junho 2009

the fog sets in

... and soon takes over.

04 junho 2009


Férias. Podia ser no campo, na praia - e mesmo até na neve. Mas pronto, não se pode ter tudo...
Vai ter mesmo que ser aqui.

20 abril 2009

4-3-?-?...

Voltei a ter nas minhas mãos mais uma chave... e, mais uma vez, não aproveitei.

Houve um em que a terra parou. Outro houve em que começou a rodar ao contrário.

02 abril 2009

9-6-16...

Ontem quase que tive acesso aos números do Euromilhões...

31 março 2009

the day the earth stood still

Foi em que data?