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27 agosto 2012

i hope this is you

You know I knew it was you.
 
 
With every day, and from both sides of my intelligence, the moral and the intellectual, I thus drew steadily nearer to the truth, by whose partial discovery I have been doomed to such a dreadful shipwreck: that man is not truly one, but truly two. (*)

This could not be me…
 
But after the storm came the calm and with the still came again the will.
 
I know this is you. And I hope this is now me.

 
 
 
(*) R.L Stevenson
 

03 maio 2012

colourblind


Faz-se negro o tempo aqui pelo verde, que demora sem passar.
Faz-se negro lá para a frente, nas nuvens que o vento vai trazendo devagar, não deixando ver se é tempestade, se bonança sem cor.
Faz-se negro, sem se saber o que se faz, como se faz, se é para fazer, deixar de fazer.
Faz-se negro, até que um azul salvador chegue ao verde e torne claro qual o tom que resta, de que tom este verde vai ficar tingido, se irei alguma vez ver o Negro que ainda não vi, num azul definitivo.
Se alguma vez alguma cor.

23 novembro 2011

06 outubro 2011

caleidoscópio

Mais uma vez, rumei ao Negro, para tentar dar brilho a um Azul que o tinha perdido, que eu temia estar a perder.
Mais uma vez, o Negro ficou por ver, perdido no verde das montanhas que ficam a caminho dele, demasiado distante para uma viagem tão curta
Com a ajuda de um céu azul, o Azul foi-se abrilhantando, apesar da minha desajeitada desajuda desajudada pelos meus desajeitados temores habituais.
O brilho regressou, senti-o quase sem o poder ver, instantes antes de ter que voar em direcção ao verde quente que ainda me espera deste lado, que deixei de saber se ainda me espera por muito tempo, que mudam as mãos que coordenam os tons que determinam as minhas paragens e as minhas viagens. Que seja pelo menos até que o calor deste verde esmoreça e até que o verde natal volte a ser verde e a aquecer, que vai haver muito Azul até lá.

22 setembro 2011

até ao ouro


Pela lua crescente que sobressai no vermelho, o que me permite ficar com o ouro, vou mais uma vez rumo ao Negro que ainda não consegui ver, para reencontrar o azul. Que talvez me leve ao Negro.
Vou porque quero manter o azul que me faz falta e porque quero que mantenha azul o azul, não quero que se torne negro, que tem dias em que imagino que ande muito mais negro que aquilo que lhe desejo.
Mais que aquilo que me desejo.

27 julho 2011

heart of stone



... and the rain disappears

26 julho 2011

...being stupid together.
Or is it silly, silly?

24 maio 2011

hoje...

16 maio 2011

sunshine

Agora o Sol esconde-se mais cedo no horizonte e o dia faz-se noite mais depressa mesmo quando já é noite. Muito mais depressa. Infelizmente, os dias não passam a esse mesmo ritmo e as horas do dia e as horas depois dele acabar demoram mais tempo a preencher e a passar. Por causa ausência de luz e por falta dela, naturalmente.
Por isso há que fazer planos e malas e tratar de rumar até onde o Sol brilha até mais tarde e estar mais perto da luz, onde os dias são mais longos e mais cheios. E porque for once, unafraid, I can go where life leads me.
E, perto da luz, com o Sol a esconder-se mais tarde no horizonte, vou ver finalmente o Negro, que imagino seja mesmo azul. That's why I'll always stay around.

13 abril 2011

10, 6, 27, 31, 1, 5
E há mais.

13 janeiro 2011

Que sabem, para te poderem falar de mim?
Que sabem de mim, por mais que saibam de ti?

Sim, sei, entendo,
quase que chego a compreender,
é gratuito e é por bem,
mas sabemos que o Inferno está cheio;
e, por esse meio e nesse meio,
perdemos espaço, perdemos tempo.
Ganhamos distância.

Mais distância.

Não nos basta esta? Não nos custa tanta?
Não mata a esperança, não quebra a essência,
mas escusada tal prudência quando,
entretanto,
sou eu, és tu,
é para ti, é para mim...

Que sabem, mais que tu, para te poderem dizer de mim?
Que sabem, para te dizerem mais que eu?
Somos nós.


Estou aqui.

05 janeiro 2011

luz

Ali, para os lados do Negro, à procura de paz e alegria no meio de todo aquele branco, toda aquela alvura acabou por ser demasiada e por me cegar; para os lados do Negro, no meio daquele branco todo, acabei por me perder e deixar que as emoções mais negras se sobrepusessem no meio de toda aquela claridade.
Ali, perto do Negro que ainda não vi, acabou por ser o azul profundo que me fez ver o branco da paz e me fez voltar a ela, de que preciso e que teimo em não ver, nem mesmo quando ela está escrita, preto no branco.

16 novembro 2010

augenblink

Aqui, de negro, apenas a noite, que ainda assim é interrompida quase todas as noites por uma sequência ritmada de relâmpagos, que a tornam clara como o dia.
A cor predominante é o azul, profundo, a contrastar com as árvores vermelhas, e vem com um aroma magnífico que faz esquecer o habitual fedor que as doze horas de Sol sempre intenso faz flutuar no alcatrão quente das ruas.
História de encantar ou não, encantado ou não, tenho ainda imensa dificuldade em acreditar na verdade dela. De tão verdadeira que é.

01 novembro 2010

close your eyes...

Quis ir ver o Negro, mas mesmo ficando perto não lhe cheguei a ver a cor - dentro do longe onde fui era demasiado longe para o tempo que tinha.
Mas sei que o céu era de um azul forte e que as árvores brancas, iluminadas por um Sol radioso, iam deixando cair pedaços de açucar; que havia uma fonte de água quente a contrastar com a atmosfera gelada; que havia gelo no pavimento das ruas, mas havia uma chama eterna a manter o calor vivo - ou, em estrangeiro, an eternal flame.
Continuo sem saber bem do que se trata, se é ou não uma história de encantar: sei que estou encantado com ela.
E agora o verde espera por mim, solitário até que o azul me reencontre.  

10 outubro 2010

efemérides

You see me waiting for you
on a corner of the street.

24 agosto 2010

...

Sim, faz falta, agora ainda mais: fundamental, como a luz, com ou sem a cidade.
E o que provavelmente me estava na cabeça veio cá para fora, soltou-se, era altura certa, true colours, serviu do que serviu porque os receios do receio e da ausência perduram, mesmo quando é só meu.
E o azul do Negro cada vez mais perto.

09 agosto 2010

We'll always have Paris...

07 agosto 2010

Something small from the plane

Remember it was just a window to shout through… Me shouting through it – that was the diagnose. First I only glanced through, then reached out my hands and before I realised, I jumped out of the window and I ran outside. Suddenly I saw your door was open, asking me in. But I was running and running free and I already knew that we don’t need any frames to go through to be happy and to love each other.



As if it heard my thoughts, the window spread its wings and flew away…






28th July 2010

05 agosto 2010

something rare

Smart, educated, sensitive, easy going, intelligent, good judgment... something of a bad temper - just make sure not to push it too much and... awfully good looking, too!

28 julho 2010

through the grapevine

Small is beautiful.