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01 dezembro 2008

restauração - errata

Restauração:
acto ou efeito de restaurar; renovação; conserto;
restabelecimento de uma dinastia real.

restauração

A Restauração da Independência é a designação dada à revolta contra a tentativa de anulação da independência por parte de uma força invasora.
É comemorada anualmente no dia 1 de Dezembro.

29 novembro 2008

bonito, bonito...

bonito
de bom
adj.,
agradável à vista; lindo; de bom aspecto; bom, nobre;
irón.,
censurável, disparatado;
s. m.,
qualquer brinquedo; espécie de atum.

giro
do Lat. gyru
...
adj., gír.,
bonito, catita.

19 novembro 2008

blindness

Numa história estranha, em cenários estranhos (Brasil e Canadá não são parecidos...), as liberdades da adaptação não me pareceram comprometer de algum modo a essência de um texto difícil de ler - nem que seja pela densidade da pontuação... Suficientemente gráfico.
Talvez pela primeira uma versão de película seja tão boa quanto a de papel.
Recomendo.

21 outubro 2008

(ainda) do outro lado

Foi uma curta semana, passada com sono e moderação no uso das fichas e das moedas.

Mas não é necessário que as emoções sejam fortes ou glamorosas para que valham a pena recordar: no Peggy Sue, um diner literalmente no meio de lado nenhum, no deserto do Mojave, que replicava fielmente os anos 50, carregado de memorabilia da época (i.e., Elvis à exaustão e James Dean aqui e ali), a Marni serviu-me o maior hamburger que alguma vez vi na vida - talvez o primeiro que eu tenha falhado em comer até ao fim, seguido de uma deliciosa tarde de maçã com gelado de baunilha - desta, não sobrou migalha.
Com uma cara destas e um sorriso just for you guys, como poderíamos deixar de trazer esta recordação da época?

do outro lado

Em rigor, o outro lado daquele outro lado.
Este outro lado é fundamentalmente deserto, apesar do enorme volume de trânsito que parece não parar. Ainda assim, há alguns espaços vazios... muito vazios...


Norte do Arizona







E, para quem não acreditava, aqui é possível ver a torre Eiffel e a estátua da Liberdade no mesmo dia - ou melhor, na mesma rua e ao mesmo tempo (apesar de as fotos o não provarem...)


21 agosto 2008

sozinho em casa

Dada a diferença horária e a necessidade de cumprir horários, apenas tenho visto imagens ao vivo de Pequim em momentos de insónia. Ontem (hoje, mais correctamente), durante a tal insónia, a transmissão centrou-se no atletismo, numa modalidade que nunca entendi.

Certamente inventada por um grupo de mandriões que um dia se lembraram que também queriam ser atletas, suficiente e convenientemente distraídos para não entenderem que existe uma forma de locomoção mais natural, mais eficiente (quase o dobro da velocidade), que evita posturas físicas contra-natura e, mais que tudo, absolutamente ridículas (a imagem não me deixa mentir), a marcha é seguramente a modalidade que nunca conseguirei entender.

Com um surpreendentemente elevado número de praticantes, alguns com nomes insuspeitos e que dão origem a headlines bombásticos, é uma modalidade com regras apertadas e de muito difícil controlo, que, independentemente das frequentes desclassificações, tornam complicado o garantir da verdade desportiva. O estranho de tudo isto é que a não observância das regras da competição não tem origem na falta de desportivismo dos atletas, esta aparece descrita em qualquer compêndio de anatomia, que nem é necessário consultar: basta olhar para um praticante e ver que a natureza não nos fez assim.

Nem o ódio pela corrida, que eu, mais que a maioria, tão bem compreendo, pode justificar tais figuras em público.

22 abril 2008

falta de imaginação

Sem alguma vez ter lido um texto que fosse da autoria do Oscar Wilde, este autor é possivelmente a minha maior fonte de citações, algumas das quais constituem inclusivamente princípios de vida que, sem os conseguir seguir à letra, certamente advogo.
A memória do passado recente (se é que o Verão passado pode ainda ser considerado como recente) fez-me recordar uma frase que conheço há anos e que sei agora ser da autoria do acima mencionado escritor: work is ths curse of the drinking classes. Esta faz mais sentido num momento em que sou assaltado por algum tédio laboral e em que as solicitações de outra natureza são maiores que as habituais, fazendo com que tal tédio aumento na proporção directa da urgência das solicitações. E, coincidindo temporalmente as obrigações entediantes com um humor menos bem conseguido - que isto de trabalhar só merece a pena se de vez em quando tivermos que considerar o trabalho como uma tarefa séria - a frase já mencionada vem mais fácil e naturalmente à memória.
Como tive já oportunidade de referir aqui neste espaço, presumo que no final do meu longo Verão, só merece a pena desempenhar tarefas desde que elas constituam constante fonte de divertimento - e isto sem saber ainda que este sentimento era, de certo modo, compartilhado pelo tal de Oscar: life is far too important a thing ever to talk seriously about.


Já agora, nova citação sobre citações: citar uma vez pode constituir plágio; citar em contínuo revela apenas capacidade de investigação.
Refuto acusações.

25 fevereiro 2008

mythbuster

Contrary to popular belief, ou, pelo menos um, popular pelas nossas paragens, é impossível emprenhar pelos ouvidos.
Acreditem em mim.

05 dezembro 2007

do outro lado



A famosa.
Fica a ideia de a ter "pisado" sem nunca ter chegado a usufruir da sensação.



Se é verdade que alguns dos hábitos daquele pessoal são menos recomendáveis, outros existem que me agradam de sobremaneira. O que aqui se tenta retratar é o modo prático como se vai ao multibanco - ou ao banco, para o efeito: sem sair do carro.

Por parte de quem, como eu, entra no carro para atravessar a rua, a introdução desta medida no nosso país seria merecedora de fortes aplausos.
Absolutamente brilhante.



Cheguei a falar em coisas grandes? Mesmo grandes?
Do lado de cá, um Cherokee é um carro grande. Por lá, nem por isso.
É cliquar e perceber porquê.
Muitos deles andam mesmo em coisas daquelas.




Não, não se trata de rampa de lançamento, é só mesmo uma ponte.






Porta do aeroporto de Charleston, Carolina do Sul.
Não cheguei a entender se é autorizado o porte daquelas que não se conseguem esconder, ou se a proibição é geral.

Ainda na porta e por baixo deste existe um outro sinal a proibir fumar dentro do aeroporto.

No exterior, apenas o fumo é proibido, pelo que se deduz que... fumar mata mais que uma arma?

25 outubro 2007

sankta gralo

La sankta gralo estas fama vazo el la legendo de la reĝo Arturo. Unua mencio troveblis fine de la 12-a jarcento en la mezepoka literaturo. Laŭ la legendo, gralo gardis la sangon de Jesuo prenita apud la Kruco.
La deveno de la vorto gralo ne estas tute klara: plejverŝajne ĝi devenas de la okcitana vorto grazal, malnovfrance graal 'ujo, vazo', kiu verŝajne etimologie devenas de la greka kratér (miksujo) tra la latina cratalis/gradalis. La malnovhispana vorto grial kaj la malnovportugala gral estis kutimaj nomoj por pistujo aŭ pistujforma trinkujo.



retirado de Vikipedio

17 outubro 2007

rabo? bank?

This one goes out to all Dutch people: the word "rabo", where I come from, means either "ass", or "tail".
Now... I know a lot of you guys put your money there.


Would you feel safe making your deposits... here?


Rather you than me.

09 outubro 2007

a verdade?

Discussão antiga, por estas bandas.
Esta nunca existiu. Nunca foi mais que o resultado de uma imaginação mais fértil (mais receosa?), na sequência de uma animada conversa em que se criavam cenários. Mas a verdade é que esta falsa verdade foi assumida como verdadeira por quantos a leram. Foi discutida na forma escrita e verbal, com comentários chocados, enojados e, principalmente, divertidos.
Serviu como divertimento - meu, claro - e ainda para reforçar uma afirmação que foi aqui publicada e que gerou acalorada discussão.

Porque a verdade não existe.
Ou existe: e é a que nós quisermos.

08 junho 2007

definições

Não me recordo a que propósito, mas sei que por razões profissionais, tive necessidade de distinguir os conceitos “urgente” e “importante”, conceitos geralmente confundidos como sinónimos.
O urgente.
Há situações que carecem de resolução imediata, que se não resolvidas, resultam num problema qualquer, eventualmente maior que aquele com que nos deparamos no momento. Segundo o dicionário, é um adjectivo de origem latina e significa que urge, que não admite delongas, que é necessário fazer-se rapidamente, inadiável.
Mas será mesmo?
O importante.
Enquanto adjectivo, tem origem na mesma língua morta e aparece definido como aquilo que merece consideração, útil, necessário, essencial. Não têm necessariamente um problema na origem, não significam a existência de uma dificuldade ou de uma situação que careça de resolução.
Muito bem, de acordo, são conceitos semelhantes, de facto, admite-se a confusão entre o “é urgente tratar disto” e um “é importante tomar uma decisão”. Mas diferentes, ainda assim, definem realidades distintas.
Por isso, não, não é urgente: é importante. Porque no momento em que tudo o que for importante ficar decidido e resolvido, as coisas urgentes deixam de o ser.
É bem melhor assim.

23 maio 2007

descomplicando

Concedo: a realidade existe, em diferentes perspectivas, de diferentes pontos de vista. É tangível, palpável.
A verdade?
Na verdade, a verdade não existe, não se pode agarrar nem ver. Para o demonstrar? Os comentários anteriores bastam: se a verdade existisse não haveria tanto desacordo nem tantas versões relativamente a uma coisa que todos querem afirmar absoluta.

22 maio 2007

a realidade

a que não existe; ou que, a existir, não é igual para todos

exemplos geométricos
(que é o mesmo que dizer que faço um desenho para explicar)




Imaginemos:
O observador no ponto A quer ir para C: tem que virar à esquerda, C encontra-se à esquerda de A; o mesmo destino, para o observador em B, encontra-se à direita deste – ainda que o destino seja o mesmo. Logo, conclui-se que são realidades distintas, dependendo do observador, podemos até chamá-los de “pontos de vista”.

O observador em A sabe que tem B à sua frente; caso alguém se desloque de A para B, o observador que permaneça em A vê a pessoa P (pê de “pode ser esta letra”) pelas costas, afastando-se, enquanto que o observador em B vê a mesma pessoa P afastando-se de A, mas vê P de frente. Logo, uma realidade distinta, ainda que a realidade seja a mesma. Certo? Não: discutível, claro.

Se agora afirmarmos que o ponto D não serviu para nada, então estamos de acordo sobre esta realidade; no entanto, sabemos que existirá sempre um observador externo ao ecrã que afirmará que D serviu como ponto de equilíbrio, como eixo de simetria para dar significado ao desenho. E aí, a realidade e a verdade desaparecem, cada um cria a verdade e a realidade que entender.
Mesmo que o ponto D tenha sido colocado apenas para baralhar isto tudo.

A verdade não existe, ok?

02 maio 2007

geografia

Onde fica Seclin? Como se chamam os habitantes desta localidade?

29 março 2007

erste lektion

A língua alemã é relativamente fácil.
Todos aqueles que conhecem as línguas derivadas do latim e estão habituados a conjugar alguns verbos podem aprendê-la rapidamente, dizem-nos os professores de alemão logo na primeira lição.
Primeiro, pegamos um livro em alemão - neste caso, um magnífico volume, publicado em Dortmund, e que trata dos usos e costumes dos índios australianos Hotentotes (em alemão "Hottentotten").
Conta o livro que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter), cobertas com uma tela (Lattengitter) para protegê-las das intempéries. Estas jaulas, em alemão, chamam-se jaulas cobertas com tela (Lattengitterkotter) e quando possuem no interior um canguru, chamamos ao conjunto "jaula coberta de tela com canguru" (Lattengitterkotterbeutelratten).
Um dia, os Hotentotes prenderam um assassino (Attentäter), acusado de ter matado uma mãe (Mutter) hotentote (Hottentottermutter), mãe de um rapaz surdo e mudo (Stottertrottel). Esta mulher, em alemão, chama-se Hottentottenstottertrottelmutter e ao assassino dela chamamos, facilmente, Hottentottenstottertrottelmutterattentäter. No livro, os índios capturaram-no e, sem ter onde colocá-lo, puseram-no numa jaula de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter). Mas, incidentalmente, o preso fugiu. Após iniciarem a busca, rapidamente apareceu um guerreiro Hotentote a gritar:
- Capturámos o assassino! (Attentäter)
- Qual assassino? - pergunta o chefe indígena
- O Lattengitterkotterbeutelrattenattentäter - responde o guerreiro.
- Como? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tela? - diz o chefe dos Hotentotes.
- Sim, o Hottentottenstottertrottelmutteratentäter (assassino da mãe do rapaz surdo e mudo).
- Ah, raios - diz o chefe – podias ter dito desde o início que tinhas capturado o Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentäter (assassino da mãe do rapaz surdo e mudo que estava na jaula de cangurus coberta de tela).

Assim, através deste exemplo, podemos ver que o alemão é facílimo e simplifica muito as coisas.
Basta um pouco de interesse.

(texto que me foi endereçado por mail há já uns anos, cuja autoria e origem desconheço)