12 setembro 2008


11 setembro 2008

9-eleven

"We will rebuild. We're going to come out of this stronger than before (...).
The skyline will be made whole again."




Rudy Giuliani, New York City's Mayor
September 11th, 2001, after the fall of the WTC towers

se eu fosse gaja...

Um convite para almoço num dia de trabalho.
O restaurante... bem, vai ser uma surpresa, tinha-lhe prometido, não lhe disse onde nem qual.


Não sei se ela irá entender, mas a surpresa começa pelos sapatos...

Faremos uma pequena viagem de carro, uns 15 minutos, até a uma praia perto da cidade. No parque, paro o carro e abro a bagageira - não para a meter lá dentro, que esse teste já foi ultrapassado, mas para lhe revelar a outra parte da surpresa:
um frapé com um Moët gelado, dois flutes e fingerfood: tostas, salmão fumado, morangos... é verdade, não me posso esquecer dos doces, para um final decente. Claro, não vai dar para café, mas não se pode ter tudo.




Será que alguma mulher consegue resistir a um tratamento destes...?
Se eu fosse gaja? Casava-me comigo, caraças!









10 setembro 2008

fitness

Ontem ao final da tarde, por ter chegado demasiado cedo a um encontro, passei uma meia hora junto ao Tejo, uns 500 metros a jusante da ponte.
Durante esse período de tempo, contei 183 atletas, que andavam, corriam ou pedalavam ao longo da margem do rio (na verdade, não contei, não tive paciência, mas eram imensos). Dos mais diversos escalões etários, usando as mais diversas indumentárias, homens, mulheres e... bem... pessoas de todos os tipos, julgo que com o fito de melhorar a condição física - e, na verdade, uma grande maioria precisa mesmo, a julgar pelo aspecto.
Não entendo esta necessidade: esforçam-se, cansam-se, suam, fazem figuras ridículas, pelos gestos que descrevem com os braços enquanto "aquecem" antes da corrida, ou pelo modo como fazem flexões nos bancos do jardim, vestem-se com peças de roupa que eu não usaria para lavar o carro... e tratam de comprometer o futuro das gerações vindouras?
Será que as pessoas não têm a consciência de que o exercício físico contribui para a não ocorrência de doenças e para um eventual aumento da esperança de vida? Não têm a consciência de que a população está a envelhecer e que caminhamos para a falência do sistema de segurança social? E, tendo esse conhecimento, continuam a correr, andar, pedalar e a contribuir para que os nossos filhos tenham que nos sustentar até aos 108 anos, para que o estado dilate a idade de reforma para conseguir poupar nas pensões?
Não contem comigo: a minha consciência social impede-me de tais atitudes.

08 setembro 2008

que me importa?

07 setembro 2008

still on about shoes

42 - there must be something more

















You didn't get to heaven but you made it close

06 setembro 2008

de passagem

A ferrovia foi durante cerca de um século o meio de transporte mais utilizado e aquele que permitia aos viajantes percorrer grandes distâncias de modo confortável.
Na época, virtude do ainda fraco desenvolvimento tecnológico e à consequente baixa eficiência das máquinas, as viagens eram longas e morosas, sendo amiúde necessário efectuar paragens em locais estratégicos, onde o comboio reabastecia de carvão e água e onde os passageiros podiam, durante um curto período, retemperar forças.
Nas estações onde tais escalas decorriam os passageiros usavam os lavabos, tomavam uma bebida e eventualmente uma pequena refeição; aproveitavam ainda a pausa para esticar as pernas, andando ao longo da plataforma e para comprar uma pequena recordação da zona, ou para enviar um postal para casa.
Estas estações eram aparentemente limitadas em recursos. Frequentemente situadas em locais remotos, sem grande interesse sócio-geográfico, mesmo que detendo por vezes alguns aspectos pictorescos dignos de registo e que poderiam despertar certos apetites aventureiros, por regra não permitiam aos passageiros sequer pernoitar, pelo que raramente (se alguma vez) um viajante ficou famoso por ter decidido encurtar a viagem, tendo passado a residir num tal lugar - nem mesmo aqueles que, inspirados pelas virtudes do local e pelo cansaço da jornada, tenham hesitado e ficado apenas por um instante.
Poder-se-á alegar que a responsabilidade por tais decisões recaía na importância que o destino tinha para os viajantes, ou ainda que o prazer da viagem que cada um tinha empreendido os inibia de sequer ponderar em qualquer aventura dessa natureza; na realidade, era a estação que falhava em promover a qualidade dos serviços prestados, as virtudes do local, a hospitalidade das gentes, da gastronomia e, acima de tudo, a vida despreocupada e livre que se poderia desfrutar no lugar.
Ou, de um modo muito mais simples: aquele sítio era mesmo uma merda.

02 setembro 2008

stand by

Por uns dias.
Até já.

01 setembro 2008

depois se vê...

Dois irmão, um pessimista, um optimista.
O pai deles, por ocasião do Natal, oferece uma bicicleta ao pessimista. Este, ao ver a prenda que lhe calhou, diz ao pai:
- Sabes pai... uma bicicleta pode ser um objecto com muitos problemas: os pneus têm furos, a corrente salta, pode causar quedas, com fracturas de membros, o esforço físico a que obriga pode causar danos físicos ataques cardíacos... quem sabe, pode inclusivamente causar a morte de quem a usa... Mas pai, obrigado, a sério que apreciei o teu gesto...
Na mesma ocasião, o pai oferece ao filho optimista um balde, cheio de bosta. Este, ao olhar para a prenda, salta de alegria e desata a correr, dirigindo-se ao exterior da casa:
- PAI, PAI, ONDE É QUE ESTÁ O CAVALO?

perfeito?

Absolutamente.

in my own shoes

Maybe not today, maybe not tomorrow, but soon and for the rest of my life.
In the meantime, I'll just keep tiptoeing proudly on my barefeet: it will pay.

in someone else's shoes - (provisional) epilogue

Fazia uma pergunta sobre o próximo passo.
Foi dado, com muitas incertezas, com ainda mais convicções, mas principalmente apoiado em princípios: e estes ajudaram a encontrar o passo seguinte ao tal próximo que procurava e que tenho a certeza de ter sido o certo. Do qual muito me orgulho.
Mesmo que ainda não saiba de que me serviu...